A inauguração e o plantio das primeiras mudas ocorrem nesta segunda-feira (29 de junho), às 8h30, reunindo autoridades locais, especialistas em meio ambiente e estudantes da rede de ensino do Distrito Federal.
O complexo ocupará uma área de aproximadamente 6,2 mil metros quadrados situada entre o edifício do SESI Lab e a Biblioteca Nacional de Brasília. O cinturão verde será regido pelos conceitos de agricultura regenerativa e permacultura, abrigando cerca de 90 espécies vegetais representativas de quatro biomas nacionais: Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica e Caatinga. O projeto técnico foi desenvolvido junto ao Instituto de Permacultura (IPOEMA) e obteve parecer favorável do Iphan, passando a integrar o programa estatal “Adote uma Praça”, do GDF.
O plano de evolução ecológica do Cultiva Lab
Por se tratar de um sistema baseado em sucessão ecológica e dinâmica biológica real, o laboratório urbano foi projetado para se transformar gradualmente ao longo dos próximos anos, dividindo-se em quatro etapas de maturação:
Fase 1: Implantação e plantio inicial
1º Mês
Preparo físico do solo, abertura dos berços de cultivo e inserção das primeiras mudas nativas com a participação direta da comunidade escolar e de visitantes.
Fase 2: Consolidação e expografia
A partir do 6º mês
Crescimento acelerado das espécies pioneiras e de ciclo curto, fortalecimento da microbiota do solo, primeiras colheitas experimentais e instalação de sinalizações expositivas.
Fase 3: Diversificação biológica
A partir de 1 ano
Ampliação da complexidade vegetal, observação prática de processos de estratificação e inserção de aparatos tecnológicos voltados ao monitoramento climático e sequestro de carbono.
Fase 4: Maturidade do sistema
Longo prazo
Fixação e pleno desenvolvimento de árvores de grande porte, consolidando o Cultiva Lab como um ecossistema autossustentável e referência perene em agroecologia urbana.
Abordagem educacional STEAM e parcerias globais
A proposta pedagógica do espaço está sintonizada com as metodologias STEAM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) e CTSA (Ciência, Tecnologia, Sociedade e Meio Ambiente). O público será conduzido por trilhas mediadas para compreender fluxos de segurança alimentar e engenharia ambiental na prática.
“Ao transformar uma área urbana em um ambiente expositivo e de experimentação agroecológica, convidamos o público a refletir sobre as escolhas que impactam o futuro das cidades”, ponderou Claudia Ramalho, superintendente de Cultura do SESI.
Do lado corporativo, Demetrius Cruz, diretor da Bayer, destacou que a iniciativa aproxima a sociedade da tecnologia do campo, que hoje alimenta 800 milhões de pessoas aliando produtividade e preservação.
Já Handemba Mutana, diretor de Responsabilidade Social do TikTok no Brasil, explicou que o apoio ao projeto conecta-se à campanha global Ingrediente Principal, usando o alcance da plataforma para democratizar o acesso a informações confiáveis sobre bem-estar e regeneração ambiental.