Por O Brasiliense
A Polícia Federal (PF) obteve um desdobramento expressivo na manhã desta quinta-feira (18) durante o cumprimento dos mandados da 9ª fase da Operação Compliance Zero. Agentes federais apreenderam US$ 49 mil em espécie (o equivalente a cerca de R$ 250 mil na cotação atual) guardados em um dos endereços vistoriados na ofensiva contra crimes de corrupção e tráfico de influência ligados ao Banco Master.
Segundo informações preliminares colhidas pelo portal g1, o montante em moeda estrangeira foi localizado em um imóvel vinculado ao senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo no Senado. Até o momento, a corporação não detalhou oficialmente a qual dos alvos pertencia a quantia faturada, dividida entre residências do parlamentar e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.
Vantagens Sob Encomenda e Defesa Partidária
O foco central desta nova etapa investigativa é mapear o trâmite de pautas legislativas que tramitaram no Congresso Nacional sob suposto favorecimento ao grupo financeiro Master. A PF foca esforços em rastrear a formulação da “Emenda Master” e o projeto que ampliou as margens físicas do crédito consignado.
Em contrapartida à influência política exercida, Jaques Wagner e seu núcleo familiar teriam sido agraciados com vantagens indevidas milionárias. Além dos valores em espécie sob suspeita, o senador é investigado pelo recebimento de um apartamento de alto padrão em Salvador avaliado em R$ 2,4 milhões e repasses dissimulados que alcançam a marca de R$ 3,5 milhões direcionados à empresa de seu enteado, Eduardo Sodré.
Cúpula do PT Manifesta Apoio ao Senador
Logo após a repercussão da operação da PF nos principais diretórios do Distrito Federal e da Bahia, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, emitiu um pronunciamento público oficial para defender o aliado de bancada e rechaçar conclusões precipitadas por parte da opinião pública.
“O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Temos convicção de que ele esclarecerá todos os fatos diante da Justiça, comprovando cabalmente a sua inocência ao longo do processo de apuração”, declarou o dirigente petista.
A defesa do ex-CEO Augusto Ferreira Lima alegou em nota que as medidas servirão para comprovar que todas as suas atividades financeiras e comerciais transcorreram rigorosamente dentro da legalidade e das normas de mercado. As investigações da Polícia Federal continuam em andamento sob segredo de Justiça.