Pesquisa indica que 57,5% dos brasileiros acreditam ser proibido criticar o STF no país

O Brasiliense — O direito de questionar autoridades e cobrar limites institucionais enfrenta um forte obstáculo na percepção popular no Brasil. Levantamento nacional do Instituto Sivis aponta que 57,5% da população acredita que “acusar publicamente o Supremo Tribunal Federal (STF) de prejudicar a democracia” é algo proibido por lei.

O dado revela um salto em relação a 2023, quando a taxa de brasileiros com essa mesma percepção era de 35%.

“Os embates entre STF e Legislativo, as investigações sobre desinformação e a cobertura jornalística intensa criam um ambiente em que qualquer manifestação sobre a Corte parece carregada de risco”, analisa Sara Clem, pesquisadora do Instituto Sivis.

Fatores da Mudança de Percepção

Segundo os pesquisadores do estudo, a mudança expressiva na opinião pública reflete o acirramento do clima político e a atuação recente da Corte em investigações de grande impacto:

  • Inquéritos e Investigações: A inclusão de cidadãos e parlamentares em apurações judiciais relacionadas a manifestações públicas e desinformação gera o receio de retaliação legal.
  • Embates Institucionais: A exposição constante de conflitos entre o Judiciário e o Congresso Nacional amplifica o clima de instabilidade política.
  • Polarização Crescente: O desgaste da confiança nas instituições reforça o temor generalizado de expor opiniões e críticas públicas à atuação dos ministros.

Panorama do Levantamento

IndicadorDados da Pesquisa
Instituto ResponsávelInstituto Sivis
Amostra da Pesquisa1.109 entrevistados em todo o Brasil
Percepção de Proibição em 202657,5% acreditam que criticar o STF é crime/proibido
Percepção de Proibição em 202335,0%
Rodapé — O Brasiliense
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