Ação cumpre mandados de busca e apreensão contra redes de distribuição física e virtual de dispositivos proibidos no Brasil.
BRASÍLIA – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (20), a Operação Puff The Dragon, com o objetivo de desarticular um esquema de comercialização, importação e distribuição ilegal de cigarros eletrônicos — conhecidos popularmente como vapes — no Distrito Federal. A venda, importação e publicidade desses dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas em território nacional por determinação da Anvisa.
Durante a ofensiva, os agentes federais cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos ligados aos alvos na capital federal. Nas buscas, foram apreendidos centenas de cigarros eletrônicos de diversos modelos, essências líquidas (juices) e acessórios de reposição.
Conexão Interestadual
De acordo com as investigações da PF, a operação é desdobramento de um monitoramento que começou em 2025. O estopim para a ação no DF veio após o compartilhamento de dados e relatórios de inteligência de uma investigação prévia conduzida no estado do Tocantins.
Os investigadores descobriram que a rede criminosa não se limitava ao balcão físico:
- Mercado Virtual: Os suspeitos utilizavam sites de fachada e perfis em redes sociais para alcançar o público jovem e distribuir os produtos em larga escala.
- Logística: O grupo gerenciava uma cadeia de distribuição que abastecia pontos de venda em diferentes estados, burlando a fiscalização alfandegária.
Origem do Nome
A corporação batizou a ação de “Puff The Dragon” (uma alusão à famosa canção e ao folclore popular) em referência ao termo “puff”, expressão amplamente utilizada por usuários e comerciantes para contabilizar a quantidade de tragadas que cada dispositivo descartável possui.
Até o fechamento desta reportagem, a Polícia Federal não havia divulgado o balanço final de prisões em flagrante ou o número exato de indiciados. Os materiais apreendidos foram encaminhados para a Superintendência Regional da PF no DF, onde passarão por perícia técnica. Os envolvidos poderão responder por crimes como contrabando, lavagem de dinheiro e crime contra a saúde pública.