GDF libera terreno e destrava início das obras da UPA do Arapoanga

Decreto publicado no DODF elimina último entrave para construção da unidade em Planaltina, que será gerida pelo IgesDF

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou nesta segunda-feira (13) a liberação do terreno que permitirá o início das obras da UPA do Arapoanga, em Planaltina. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 48.478, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), que declara a área como de utilidade pública para fins de desapropriação.

Com a publicação do decreto, o governo superou o último obstáculo para a construção da unidade, que já contava com licitação concluída e projeto pronto, mas ainda aguardava a regularização fundiária da área. O texto abrange terrenos localizados na Etapa 3 do Setor Habitacional Arapoanga e autoriza a desapropriação para implantação de equipamentos públicos.

Durante evento de lançamento do programa GDF na Sua Porta, no Paranoá, Celina Leão afirmou que a demanda exigiu uma série de pareceres técnicos até ser resolvida. Segundo a governadora, a publicação do decreto representa o destravamento definitivo da obra, considerada estratégica para ampliar o atendimento de urgência e emergência na região.

Apesar do avanço, o começo efetivo das obras ainda depende da cessão formal do terreno ao Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela futura gestão da unidade. De acordo com o presidente do instituto, Cleber Monteiro, o projeto está estruturado e pronto para avançar assim que a transferência da área for concluída.

UPA do Arapoanga era a única entre as sete novas unidades previstas que ainda não havia iniciado sua construção. As demais estão em obras no Guará, Águas Claras, Estrutural, Água Quente, Sol Nascente e Taguatinga Sul. Segundo o governo, as unidades do Guará e de Águas Claras já apresentam cerca de 90% e 80% de execução, respectivamente.

Todas as novas UPAs terão 65 leitos e integram a estratégia do GDF para ampliar a rede pública de saúde, reduzir deslocamentos da população e diminuir o tempo de espera nos atendimentos. A expectativa do Executivo local é que as unidades sejam entregues ainda neste ano.

Ao comentar o cenário da saúde pública no DF, a governadora também destacou outras ações em andamento, como mutirões de cirurgias eletivas, esforços para reduzir filas de exames, atualização do sistema de regulação de pacientes e ampliação do número de profissionais da rede. Segundo Celina Leão, os primeiros resultados dessas medidas devem começar a ser percebidos pela população nos próximos meses.