Amanda Ungaro: ex-modelo brasileira ameaça expor círculo de Trump

Amanda Ungaro, deportada dos EUA em 2025, publicou mensagens contra Donald e Melania Trump após a primeira-dama negar qualquer relação com Jeffrey Epstein; acusações seguem sem comprovação pública

A ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, voltou ao centro do debate político e midiático nos Estados Unidos após publicar mensagens nas redes sociais nas quais afirma que pretende revelar o que sabe sobre o círculo de Donald Trump e Melania Trump. A repercussão cresceu dias depois de a primeira-dama fazer uma rara declaração pública para negar qualquer relação pessoal com Jeffrey Epstein e rebater rumores que a ligavam ao financista. 

Na fala feita na Casa Branca, Melania afirmou que nunca foi amiga de Epstein nem de Ghislaine Maxwell, e disse que as informações que a vinculavam ao caso eram falsas. Já Amanda passou a sustentar, em publicações reportadas pela imprensa, que conviveu por anos no entorno social do casal Trump e que pretende adotar medidas legais. Até o momento, porém, não há comprovação pública das acusações lançadas por ela contra o presidente norte-americano ou contra a primeira-dama. 

Amanda Ungaro vive hoje no Brasil após ter sido deportada dos Estados Unidos em outubro de 2025, depois de passar cerca de três meses em detenção migratória, segundo entrevistas e perfis publicados recentemente pela imprensa internacional. Em seus relatos, ela atribui a deportação a manobras de seu ex-companheiro, o empresário italiano Paolo Zampolli, figura conhecida por sua proximidade com Trump e por ter sido apontado, inclusive pela Associated Press, como o homem que apresentou Melania Knauss a Donald Trump em 1998. 

O caso ganhou dimensão extra porque Zampolli também foi citado em reportagens recentes sobre a disputa judicial com Amanda envolvendo a guarda do filho do ex-casal. Em relatos reproduzidos pela imprensa, Amanda diz que ele usou influência política para pressionar sua situação migratória. Zampolli nega ter buscado favorecimento, e o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) afirmou que qualquer sugestão de motivação política para a detenção e remoção dela é “falsa”, sustentando que o caso envolveu visto vencido e acusações de fraude

A trajetória de Amanda também chama atenção por sua ligação indireta com personagens centrais do universo que voltou a ser discutido após a fala de Melania. Em entrevista ao El País, ela disse que, quando adolescente, viajou em um avião de Epstein rumo a Nova York acompanhada de seu então agente, Jean-Luc Brunel, e relatou estranhamento com o perfil de outras jovens a bordo. O relato voltou a circular após a primeira-dama tentar encerrar publicamente as especulações sobre o tema. 

O episódio agora mistura política, imigração, celebridade e disputa judicial em um ambiente já sensível para a Casa Branca. De um lado, Melania tenta encerrar rumores e proteger sua imagem pública; de outro, Amanda Ungaro usa sua experiência pessoal para pressionar figuras poderosas que, segundo ela, fizeram parte de seu círculo por anos. Sem documentos ou provas tornados públicos até aqui para sustentar as acusações mais graves, o caso segue cercado por forte repercussão, mas também por cautela jurídica e política.