Impulsionado pelo setor de Serviços, o DF registrou uma das maiores expansões proporcionais do país; contratações de mulheres e jovens lideraram os índices locais.
Por Redação O Brasiliense
O mercado de trabalho formal no Distrito Federal manteve o ritmo de aquecimento e registrou um saldo altamente positivo no quarto mês do ano. De acordo com os dados oficiais do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a capital federal gerou 4.199 novos empregos com carteira assinada em abril de 2026.
O resultado local consolida o DF em uma posição de destaque nacional. No ranking de crescimento proporcional do emprego formal, a liderança ficou com o Acre (alta de 0,9%), seguido pelo Amapá (0,8%) e pelo Distrito Federal, que anotou uma expansão de 0,4% no estoque de trabalhadores contratados.
Serviços lideram a arrancada; Agropecuária recua
O desempenho positivo da economia candanga foi puxado de forma expressiva pelo setor de Serviços, que sozinho abriu 3.258 postos de trabalho em abril. Ao todo, quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas avaliados registraram saldo positivo no mês.
Veja abaixo o comportamento detalhado de cada setor produtivo na capital:
[Serviços: +3.258] ──► [Construção: +585] ──► [Indústria: +277] ──► [Comércio: +149] ──► [Agropecuária: -70]
O único indicador que fechou o período no vermelho no DF foi o da Agropecuária, que registrou o fechamento líquido de 70 vagas formais.
Perfil das vagas no DF: Protagonismo feminino e jovem
O levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego também detalhou o perfil social e demográfico dos trabalhadores que absorveram as novas oportunidades no Distrito Federal:
- Gênero: As mulheres ditaram o ritmo das contratações no mês, sendo responsáveis por ocupar 2.402 das vagas geradas, enquanto os homens preencheram 1.797 postos.
- Faixa Etária: A juventude esteve no foco dos recrutadores. A maior parte das contratações concentrou-se na faixa de 18 a 24 anos, com 1.976 novos vínculos.
- Escolaridade: Sob a ótica do nível de instrução, os candidatos com ensino médio completo lideraram as admissões, preenchendo 2.169 vagas formais em abril.
Cenário Nacional: Brasil supera 85 mil novos postos
Em âmbito nacional, o mercado de trabalho brasileiro registrou a criação de 85.888 novos empregos formais em abril de 2026. O saldo positivo do mês foi consolidado após o registro de 2,26 milhões de admissões frente a 2,18 milhões de desligamentos em todo o território nacional.
No acumulado do primeiro quadrimestre do ano (janeiro a abril de 2026), o Brasil já soma 699.762 novas vagas, o que representa uma expansão de 1,5%. Se expandirmos a janela de análise para os últimos 12 meses (maio de 2025 a abril de 2026), o saldo do país atinge a expressiva marca de 1.059.860 carteiras assinadas.
No plano regional, 24 das 27 unidades da Federação fecharam abril com saldo no azul. Os maiores geradores de vagas em termos absolutos foram São Paulo (+20,2 mil), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991). Na ponta oposta, os piores desempenhos foram registrados em Alagoas (-1.505), Rio Grande do Sul (-1.396) e Rio Grande do Norte (-1.396). Por regiões brasileiras, a Sudeste liderou o volume de contratações com 44,5 mil novos vínculos, seguida de perto pela Região Nordeste (+18,7 mil) e pela Centro-Oeste, que gerou 10,8 mil postos de trabalho no mês.