Espetáculo dirigido por Léo Stefanini e estrelado por Maria Flor e Gabriel Braga Nunes aborda depressão na adolescência e os desafios de comunicação em famílias separadas.
Por O Brasiliense
A complexidade das relações familiares e a urgência de debates sobre a saúde mental na juventude chegam aos palcos da capital federal com a estreia de “O Filho”. O texto, assinado pelo aclamado dramaturgo e cineasta francês Florian Zeller, ganha sua primeira montagem brasileira após cumprir temporadas em mais de 20 países e ganhar adaptação para o cinema. A produção cumpre curtíssima temporada em Brasília, com duas apresentações no Teatro UNIP neste fim de semana (26 e 27/9).
Sob a direção de Léo Stefanini, a peça reúne no elenco Maria Flor, Gabriel Braga Nunes, Bruna Miglioranza, Andreas Trotta, Marcio Marinello e Luciano Schwab. A trama acompanha Nicolas (Andreas Trotta), um jovem de 16 anos enfrentando um quadro severo de depressão. Filho de pais separados, ele decide trocar a casa da mãe pela do pai na tentativa de encontrar rumo e sentido em meio ao sofrimento psíquico.
Mídia Limpa, Foco nos Atores e Incompreensão Familiar
A encenação aposta em uma estética minimalista, concentrando a força narrativa no trabalho interpretativo do elenco e na intensidade dos diálogos. Em vez de recursos mirabolantes de cena, o diretor aposta no “close-up” teatral para aproximar o público da fragilidade emocional dos personagens.
“O público vai acompanhar um espetáculo em ‘close’, valorizando cada detalhe da trama através dos olhares e expressões. Neste sentido, não há ‘pirotecnia’ na cena. O cenário, a luz e a trilha seguem a sinteticidade proposta pelo texto” — destaca Léo Stefanini.
Para Gabriel Braga Nunes, que interpreta o pai do adolescente, a história expõe a ausência de repertório das famílias brasileiras ao lidar com dilemas emocionais complexos:
“Acho bonita a luta desse pai e dessa mãe, que fazem o seu melhor. A comunicação não é fácil e o ato de simplesmente prestar atenção pode ser revolucionário dentro de casa. Precisamos estar atentos a quem amamos. Buscar ajuda não é vergonha para ninguém” — reflete o ator.
Continuidade no Universo de Zeller
Este é o segundo trabalho de Stefanini focado na obra do dramaturgo francês. O diretor esteve à frente da aclamada versão brasileira de “O Pai”, que rendeu o Prêmio Shell ao ator Fúlvio Stefanini.
“Graças ao sucesso de ‘O Pai’, reconhecido pelo próprio Florian, que nos parabenizou, foi muito legal podermos trazer ‘O Filho’, que também ambienta esse conturbado universo das relações familiares e joga luz sobre o aumento exponencial de casos de depressão na juventude” — pontua o diretor.
Ficha Técnica da Produção
| Parâmetro | Detalhes do Espetáculo |
|---|---|
| Texto Original | Florian Zeller |
| Direção | Léo Stefanini |
| Elenco | Maria Flor, Gabriel Braga Nunes, Bruna Miglioranza, Andreas Trotta, Marcio Marinello e Luciano Schwab |
| Gênero | Drama |
| Classificação / Temática | Saúde mental na adolescência, relações familiares e depressão |
Serviço
- Local: Teatro UNIP (SGAS 913, Asa Sul — Brasília/DF)
- Datas e Horários:
- Sábado (26/9): às 20h
- Domingo (27/9): às 19h30
- Ingressos: A partir de R$ 25 (meia-entrada) à venda em plataformas digitais credenciadas