Policial civil que agrediu publicitário na frente do filho na Asa Norte é condenado pela Justiça do DF

O Brasiliense — A 8ª Vara Criminal de Brasília condenou o agente da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Gustavo Gonçalves Suppa por agredir o publicitário Diego Torres durante uma abordagem truculenta na Asa Norte, ocorrida em julho do ano passado. O réu foi apenado a 9 meses de detenção em regime inicial aberto, além do pagamento de R$ 10 mil em indenização por danos morais e materiais à vítima.

O episódio ocorreu após uma colisão de trânsito envolvendo o carro da vítima e uma viatura descaracterizada da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA/PCDF). Pensando tratar-se de uma tentativa de assalto por não conseguir identificar os policiais à paisana, o condutor tentou se afastar do local.

“Embora a abordagem inicial pudesse ser justificável pelo contexto da colisão e fuga, a utilização do uso da força transbordou os limites legais no momento em que a situação já se encontrava controlada”, ressaltou o juiz Osvaldo Tovani na sentença.

Excesso de Força e Trauma Familiar

A interceptação do veículo ocorreu na quadra 112 Norte. Imagens gravadas por pedestres e comerciantes mostraram o momento em que os agentes imobilizaram e agrediram a vítima, gerando forte comoção e repercussão pública:

  • Truculência Mantida: O policial manteve o joelho pressionado contra as costas do publicitário por vários minutos, mesmo após o homem estar imobilizado no chão, algemado e sem esboçar resistência.
  • Impacto na Criança: Durante as manobras da abordagem, a porta do veículo atingiu o rosto do filho da vítima, de apenas 5 anos, que estava no banco traseiro.
  • Desassistência: O menino permaneceu chorando e em estado de choque na calçada, sendo acolhido por transeuntes até a chegada de familiares.

Resumo da Decisão Judicial

IndicadorDetalhes do Processo
Órgão Julgador8ª Vara Criminal de Brasília (TJDFT)
Juiz SentencianteOsvaldo Tovani
CondenadoGustavo Gonçalves Suppa (Agente da PCDF)
VítimaDiego Torres (Publicitário)
Pena Fixada9 meses de detenção (regime aberto) + R$ 10 mil em reparações
Status AtualO réu poderá recorrer da sentença em liberdade
Rodapé — O Brasiliense
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