
Candidato do Novo ao GDF defende geração de empregos, corte de secretarias e propõe reestruturação profunda do BRB após crise com o Banco Master
Por O Brasiliense
O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Kiko Caputo (Novo) participou, na manhã desta quinta-feira (1º/10), da série de sabatinas promovida pelo portal Metrópoles. Durante a sabatina, Caputo respondeu a questionamentos sobre como pretende governar para a população de baixa renda tendo declarado um patrimônio de R$ 47 milhões — o maior entre os postulantes ao Palácio do Buriti na disputa de 2026.
Sem citar nomes, Caputo rebateu a fala do adversário Ricardo Cappelli (PSB), que no debate da TV Globo da última terça-feira (29/9) o havia classificado como “rico, filho de rico, candidato dos ricos”.
“Podiam me acusar de qualquer coisa, mas me acusaram de ser rico. A esquerda quer que você seja pobre, que você dependa dela e dos programas sociais. Eu quero que você prospere, que tenha emprego, que seu filho tenha educação de qualidade” — declarou Caputo, enfatizando que iniciou a trajetória profissional aos 15 anos.
Críticas à Gestão do BRB e Foco no Microcrédito
Ao avaliar o cenário financeiro do Distrito Federal, Kiko Caputo direcionou duras críticas à atual gestão do Banco de Brasília (BRB) e à condução da governadora Celina Leão (PP), citando as recentes turbulências envolvendo a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master e patrocínios fora do DF.
“Quebraram um banco. Dá aquele dinheirão para um banqueiro falido, debaixo dos olhos dos ocupantes do Buriti” — criticou o candidato, prometendo redirecionar o foco do BRB para o microcrédito e o fomento a pequenos empreendedores locais, como os da Feira dos Importados.
Para reequilibrar as contas da instituição, Caputo propôs utilizar receitas oriundas da aceleração da regularização fundiária e da alienação de ativos públicos, encerrando contratos de patrocínio esportivo fora do DF.
Redução de Secretarias e Fim dos “Feudos Políticos”
Se posicionando como a principal alternativa de direita no pleito do DF, Kiko Caputo defendeu um plano de austeridade centrado no enxugamento da máquina pública:
- Fim dos loteamentos: Crítica à distribuição de secretarias entre parlamentares e promessa de acabar com “feudos políticos”.
- Menos tributos e mais eficiência: Redução do número de pastas executivas e valorização de servidores de carreira em detrimento de indicações políticas.
- Trabalho como pilar social: Defesa da criação de um ambiente de negócios favorável para atração de investimentos privados na capital.
Principais Propostas do Candidato (Sabatina Metrópoles)
| Eixo Temático | Diretrizes Apresentadas |
|---|---|
| Desenvolvimento Social | Manutenção com responsabilidade dos programas sociais e foco na geração de empregos |
| Gestão do BRB | Foco em fomento local, microcrédito e fim de patrocínios esportivos externos |
| Reforma Administrativa | Redução do número de secretarias e cortes de cargos comissionados |
| Arrecadação e Capitalização | Aceleração da regularização fundiária e alienação de imóveis públicos |