Espaço no Hospital Regional da Asa Norte concentra equipe multiprofissional e estrutura adaptada para pacientes com obesidade mórbida e doenças metabólicas na capital.
BRASÍLIA – Servidores e pacientes se reuniram neste sábado (23 de maio de 2026) para celebrar o primeiro ano de funcionamento da Unidade de Cirurgia Bariátrica do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). O espaço consolidou-se como um marco pioneiro no Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal, tendo sido projetado especificamente para humanizar o acolhimento e oferecer uma infraestrutura sob medida para pessoas que enfrentam a obesidade.
Segundo o diretor do Hran, Bruno Bacelar, a centralização do serviço em um único ambiente garantiu mais dignidade e fluidez à jornada do paciente dentro do hospital. A cirurgiã bariátrica e referência técnica administrativa da unidade, Ana Carolina Fernandes, reiterou que o local materializa o compromisso da rede pública com indivíduos que sofrem de doenças metabólicas e necessitam da intervenção cirúrgica para mitigar comorbidades graves.
Estrutura Adaptada e Acessibilidade
A ala dedicada ao tratamento bariátrico foi planejada para superar barreiras de acessibilidade e oferecer conforto térmico e ergonômico. O complexo ambulatorial conta com:
- Consultórios: Seis salas de atendimento individualizado.
- Mobiliário Adequado: 16 cadeiras especiais projetadas para suportar e acomodar pessoas com obesidade.
- Comodidades: Instalação de armários e aparelhos de ar-condicionado em cada um dos recintos.
Abordagem Multiprofissional
A linha de cuidado da unidade não se restringe ao ato cirúrgico. O Hran mantém um corpo técnico interdisciplinar que acompanha o paciente nas etapas pré e pós-operatórias, composto por:
- Cirurgiões especializados.
- Endocrinologistas.
- Psicólogos.
- Nutricionistas.
- Profissionais de enfermagem.
Cenário Epidemiológico e Impacto na Autonomia
Durante o evento de celebração, o secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, chamou a atenção para o crescimento contínuo dos índices de obesidade e sobrepeso tanto no Brasil quanto no cenário global, reforçando o papel de liderança do DF na formulação de políticas de controle da patologia. O secretário destacou que a obesidade atua como gatilho para o desenvolvimento de outras condições severas, a exemplo do diabetes, da hipertensão arterial e de distúrbios neurológicos.
Na ponta do atendimento, o clima entre os pacientes na fila regulatória é de esperança. Sandra Regina Ramos, de 60 anos, aguarda a convocação iminente do Complexo Regulador do DF (CRDF) para realizar seu procedimento no Hran. Ela elogiou o acolhimento humanizado da equipe e compartilhou suas projeções futuras após a operação: “Espero recuperar a autonomia e a qualidade de vida, voltando a trabalhar e a cuidar de mim mesma”.