Especialista em dermatologia estética, Mariana Lorenzoni explica como a técnica correta, a escolha da clínica e a avaliação individualizada são determinantes para resultados naturais e seguros com a toxina botulínica
Popularizada mundialmente pelo nome Botox, a toxina botulínica tornou-se um dos procedimentos estéticos mais realizados do planeta. Em 2024, consolidou-se como a intervenção não cirúrgica mais popular do mundo: segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), foram 7,8 milhões de aplicações registradas globalmente.
Em Brasília, uma das principais referências quando o assunto é estética médica e dermatologia é a médica Mariana Lorenzoni, reconhecida pela atuação técnica e pelo olhar refinado na busca por resultados naturais e personalizados.
Segundo a especialista, embora seja amplamente conhecido por suavizar rugas e linhas de expressão, o procedimento envolve uma ciência muito mais complexa.
“A aplicação de toxina botulínica vai muito além de suavizar rugas. Trata-se de um procedimento médico que exige conhecimento profundo de anatomia facial, técnica precisa e capacidade estética refinada”, explica Mariana Lorenzoni.

Como funciona o Botox
Para que um músculo se contraia, o nervo libera um neurotransmissor chamado acetilcolina. A toxina botulínica atua justamente nesse processo, bloqueando temporariamente essa liberação e reduzindo a contração muscular. Como resultado, as rugas de expressão são suavizadas e novas marcas podem ser prevenidas.
O efeito não é permanente. Com o tempo, o organismo restabelece a liberação do neurotransmissor, a musculatura recupera gradualmente sua atividade e a substância é naturalmente metabolizada e eliminada pelo corpo.
A durabilidade pode variar de pessoa para pessoa e depende de fatores como dosagem aplicada, metabolismo individual e nível de atividade física. Pacientes que praticam exercícios com frequência — especialmente atividades aeróbicas — tendem a metabolizar o produto mais rapidamente.
Em geral, a reaplicação pode ocorrer após cerca de quatro meses, embora o intervalo mais recomendado seja de seis meses. Os primeiros efeitos costumam aparecer entre três e cinco dias, enquanto o resultado máximo costuma ser percebido por volta da quarta semana.
As áreas mais tratadas
As regiões mais comuns de aplicação são a testa, a glabela — área entre as sobrancelhas — e os chamados pés de galinha, nos cantos dos olhos. No entanto, o tratamento pode ser realizado também em áreas como nariz, queixo, pescoço e mandíbula, contribuindo para suavizar marcas e melhorar o contorno facial.
Mas, segundo Mariana Lorenzoni, a escolha correta dos pontos de aplicação é um dos fatores que determinam o sucesso do procedimento.
“Uma boa profissional realiza uma avaliação individualizada, analisando proporções, dinâmica muscular, pontos de assimetria já existentes e padrão de expressão do paciente. Muitas vezes, pequenas assimetrias naturais passam despercebidas e, se não forem consideradas, podem ser acentuadas após a aplicação”, afirma.
A médica explica que técnicas avançadas permitem alcançar resultados mais sofisticados e naturais.
“Existem pontos estratégicos que permitem realçar a beleza e manter a naturalidade, preservando a expressão facial e evitando o aspecto artificial. O objetivo não é congelar o rosto, mas equilibrar forças musculares, harmonizar e promover um resultado elegante e personalizado.”
A importância da clínica e da procedência do produto
Além da experiência médica, o ambiente onde o procedimento é realizado também é um fator essencial para a segurança do paciente.
“A escolha da clínica é fundamental. Ambiente adequado, armazenamento correto do produto, procedência certificada e protocolos de segurança fazem parte da excelência no cuidado”, destaca a especialista.
Segundo Mariana Lorenzoni, o paciente deve estar atento a riscos que ainda existem no mercado estético, principalmente relacionados à utilização de produtos sem procedência.
“Infelizmente, o uso de toxinas falsificadas ou de origem desconhecida é uma realidade crescente. Além de comprometer o resultado, pode causar reações graves e, em situações extremas, representar risco à vida.”
Outros problemas podem surgir quando o procedimento não é realizado por profissionais qualificados, como diluição inadequada do produto, escolha incorreta dos pontos de aplicação ou quantidade inadequada de unidades, o que pode gerar assimetrias, alteração no sorriso ou até queda temporária da pálpebra.
Por isso, para a especialista, a segurança do paciente começa muito antes da aplicação.
“Em estética médica, não se trata apenas de aplicar um produto. Trata-se de responsabilidade, técnica e visão estética estratégica. A segurança começa na consulta, na análise criteriosa e na escolha correta da abordagem para cada paciente.”
Com experiência consolidada e reconhecimento no meio médico, Mariana Lorenzoni reforça que a toxina botulínica continua sendo uma das ferramentas mais importantes da dermatologia estética moderna — desde que aplicada com conhecimento, planejamento e precisão.