Pesquisa revela que a prática deixou de ser tabu para se tornar ferramenta de regulação emocional e autoconhecimento, especialmente entre a Geração Z
Por Redação O Brasiliense | 14 de maio de 2026
BRASÍLIA — O conceito de intimidade está passando por uma redefinição profunda em 2026. O que antes era cercado por silêncio e estigma, agora ocupa espaços em consultórios e redes sociais sob o termo “sex care”, uma abordagem que integra a sexualidade solo a rotinas de saúde integral, ao lado da meditação e da terapia.
A Radiografia do Prazer no Brasil
Dados de uma pesquisa global realizada pela plataforma Happn em 2026, com 6.500 usuários, traçam o perfil do comportamento dos solteiros brasileiros:
- Regulação Emocional: 52% dos solteiros brasileiros praticam a masturbação ocasionalmente como forma de gerenciar emoções.
- Minimalismo Íntimo: 63% preferem uma abordagem focada na autoconexão e no prazer individual.
- Satisfação: 45% das mulheres e 39% dos homens relatam altos níveis de satisfação com suas vidas sexuais atuais.
- Hábito Global: Quase uma em cada cinco pessoas no mundo pratica a masturbação regularmente para aliviar a carga mental.
Saúde Mental e o Fim da Culpa
Profissionais de saúde mental e sexólogos observam que a masturbação funciona como uma ferramenta acessível para regular o sistema nervoso. Em um cenário de alta ansiedade e burnout, a prática auxilia na redução da tensão, melhora a qualidade do sono e diminui o estresse.
Para o psicólogo e sexólogo Wantuir Rock, a satisfação sexual em 2026 depende menos de performance e mais de aceitação. “Quando uma pessoa se permite explorar sua própria sexualidade sem culpa, naturalmente há maior satisfação”, explica o especialista, reforçando que a prática solo complementa — e não substitui — o sexo com parceiros.
O Papel da Geração Z
A mudança cultural é liderada pela Geração Z, que ressignificou o prazer como um direito individual e um ato de autonomia corporal. Influenciadores em plataformas como TikTok e Instagram têm sido fundamentais para normalizar o diálogo, reduzindo a vergonha herdada de gerações anteriores.
Desafios e Perspectivas
Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta barreiras:
- Educação Superficial: O ensino sobre sexualidade nas escolas permanece limitado.
- Influência Religiosa: Narrativas de culpa ainda persistem em diversos segmentos populacionais.
- Diálogo Familiar: A dificuldade de pais conversarem abertamente com os filhos ainda é um obstáculo para a disseminação de conhecimento científico.
O futuro do “sex care” aponta para uma integração cada vez maior entre o conhecimento do próprio corpo e a autoestima geral, transformando a masturbação em um ato de respeito à própria saúde.