Levantamento do IBGE aponta crescimento puxado pela força de trabalho feminina e pelo aumento da escolaridade; formalidade no setor privado e trabalho por conta própria lideram ocupação.
Por O Brasiliense
O mercado de trabalho brasileiro alcançou um marco histórico. Segundo dados da PNAD Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o contingente de pessoas ocupadas no país atingiu o recorde de 103 milhões.
Paralelamente ao recorde de ocupação, o total de trabalhadores desocupados recuou para 6,1 milhões, fazendo com que a força de trabalho total no país (que reúne ocupados e desocupados em busca de oportunidade) somasse 109,1 milhões de pessoas. Na comparação com 2012, ano de início da série histórica da pesquisa, a população ocupada teve uma expansão de 15,4%.
Participação Feminina e Elevação da Escolaridade
O crescimento acumulado desde 2012 foi fortemente impulsionado pela inserção de mulheres no mercado de trabalho. O total de trabalhadoras ocupadas avançou 20,5% no período, alcançando 44,8 milhões. Entre os homens, o crescimento no mesmo intervalo foi de 11,7%.
A pesquisa do IBGE também evidenciou um avanço expressivo nos níveis de qualificação acadêmica e profissional da população trabalhadora:
- Ensino Médio Completo ou mais: Alcançou 68,5% dos ocupados (em 2012, o percentual representava menos da metade do contingente).
- Ensino Superior Completo: Saltou de 14,1% para 24,9% do total de trabalhadores.
Radiografia das Formas de Ocupação
| Categoria de Trabalho | Percentual do Total de Ocupados |
|---|---|
| Setor Privado com Carteira Assinada | 37,8% |
| Trabalhadores por Conta Própria | 25,4% |
| Setor Privado sem Carteira Assinada | 13,4% |
| Setor Público (Efetivos e Comissionados) | 12,3% |
| Trabalho Doméstico | 5,5% |
Mudança Estrutural nos Setores Econômicos
O levantamento aponta ainda uma migração na composição dos setores produtivos do país. Enquanto atividades tradicionais como a agropecuária e os serviços domésticos perderam participação relativa no total de empregados, segmentos ligados a saúde, educação, administração pública, comunicação e serviços profissionais registraram expansão contínua.
Ademais, o empreendedorismo individual e a autonomia ganharam tração na última década: o trabalho por conta própria subiu de 22,4% (em 2012) para 25,4% dos ocupados.