Teresa Regina de Ávila e Silva também era mãe da vice-presidente do Sinpol-DF; falecimento ocorre em meio a crise diplomática pela prisão do filho
A terça-feira (5/5) amanheceu com uma notícia luto para a comunidade do Distrito Federal. Faleceu Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do ativista e socioambientalista brasiliense Thiago Ávila, que atualmente encontra-se preso em Israel. Teresa também era mãe de Luana de Ávila, agente de polícia e atual vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF).
O falecimento foi confirmado e lamentado pelo Sinpol-DF em suas redes sociais, que prestou solidariedade à família e aos amigos neste momento de perda. Até o fechamento desta matéria, as informações sobre o local do velório e o sepultamento ainda não haviam sido divulgadas pelos familiares.
Contexto da prisão em águas internacionais
A morte de Teresa ocorre em um momento de extrema tensão para a família Ávila. O filho, Thiago, foi detido na última quarta-feira (29/4) em águas internacionais, nas proximidades da Grécia. Ele integrava a Flotilha Global Sumud, uma iniciativa internacional que levava ajuda humanitária com destino à Faixa de Gaza.
Relatos obtidos pela organização de direitos humanos Adalah trazem contornos preocupantes sobre a situação do brasiliense no exterior. Segundo advogados, Thiago afirmou ter sido mantido em isolamento e com os olhos vendados. O ativista também relatou ter sofrido agressões físicas e espancamentos durante a abordagem militar, chegando a desmaiar durante a detenção.
Repercussão no Governo Federal
A prisão do ativista escalou para a esfera diplomática. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou suas redes sociais para repudiar veementemente a ação das forças israelenses. O chefe do Executivo classificou a detenção como “injustificável” e exigiu a soltura imediata do cidadão brasileiro.
“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos”, afirmou o presidente Lula.
O Itamaraty segue acompanhando o caso, buscando garantir a integridade física e os direitos consulares do brasiliense, que agora enfrenta a distância e o luto pela perda da mãe sob custódia internacional.