Em visita a navio-sonda da Petrobras, presidente destaca que novas descobertas na Foz do Amazonas reforçam a posição energética do Brasil no cenário global
O Brasiliense — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender publicamente a exploração de petróleo na Margem Equatorial brasileira durante visita a uma embarcação de sondagem da Petrobras na Foz do Amazonas. Em declaração à imprensa, o chefe do Executivo destacou que o potencial da região atua como um elemento estratégico para a segurança energética nacional e para a inserção do país no mercado internacional.
Ao comentar o cenário geopolítico e as eventuais instabilidades na distribuição global de combustíveis decorrentes de conflitos no Oriente Médio, Lula afirmou que o avanço da produção brasileira pode servir como alternativa de suprimento para o mercado externo diante de eventuais bloqueios no Estreito de Ormuz.
Soberania Energética e Futuro Econômico
O presidente classificou o início das pesquisas e a localização de jazidas na Margem Equatorial, situada a cerca de 175 km da costa, como um passo relevante para o desenvolvimento do país:
“Se o presidente Trump quiser ficar fazendo guerra com o Irã e fechar o Estreito de Ormuz, nós vamos ter aqui, para o mundo inteiro, a Margem Equatorial”, afirmou Lula, ressaltando em seguida a importância das análises técnicas para mensurar o volume total das reservas.
A exploração na Foz do Amazonas integra um plano amplo da Petrobras para o mapeamento da Margem Equatorial, área vista pelo setor produtivo como uma das mais promissoras fronteiras de águas profundas do mundo, embora siga sob constante acompanhamento dos órgãos ambientais e de regulação.