Em entrevista ao programa News Noite, da Rádio Liga FM, candidato ao Governo do Distrito Federal criticou a atual gestão, defendeu valorização dos servidores e apresentou medidas para saúde pública
O Brasiliense – O candidato ao Governo do Distrito Federal, Kiko Caputo (Novo), participou de entrevista ao programa News Noite, da Rádio Liga FM, na qual falou sobre sua trajetória, criticou a condução da administração pública do DF e apresentou algumas das principais propostas que pretende implementar caso seja eleito.
Durante a conversa, Caputo afirmou que o Distrito Federal precisa, antes mesmo de um “choque de gestão”, de um “choque de honestidade”. Segundo ele, Brasília dispõe de recursos suficientes para oferecer serviços públicos de excelência, mas enfrenta problemas relacionados à gestão e à aplicação do dinheiro público.
“Eu achava que a gente precisava de um choque de gestão. O DF estava mal gerido. Mas hoje eu acho que, antes do choque de gestão, a gente precisa dar um choque de honestidade”, afirmou.
Experiência e trajetória
Na entrevista à Liga FM, Caputo também falou sobre sua trajetória pessoal e profissional. Advogado há 32 anos, ele destacou a influência do pai em sua formação e citou valores como caráter, honestidade, trabalho e disposição para servir.
Para o candidato, essas características estão diretamente relacionadas ao exercício de funções públicas.
“O que eu acho que me habilita mais é a minha condição de homem honesto. Porque eu acho que esse é o primeiro atributo de um homem público”, declarou.
Caputo diz que DF tem recursos para oferecer serviços melhores
Ao comentar a situação financeira de Brasília, Kiko Caputo sustentou que o problema do Distrito Federal não seria a falta de dinheiro, mas a forma como os recursos são administrados.
O candidato citou o Fundo Constitucional do Distrito Federal e a arrecadação própria da capital para defender que Brasília poderia oferecer serviços públicos de qualidade muito superior à atual.
“Era para a gente ser uma Suíça, Charlles”, afirmou durante o News Noite.
Caputo relembrou ainda sua chegada a Brasília no início da década de 1970 e disse ter estudado em escola pública e utilizado a rede pública de saúde em um período no qual, segundo ele, esses serviços eram referência.
“Tudo funcionava com simplicidade, mas com excelência. E é isso que eu quero devolver para o povo de Brasília: serviços públicos de excelência”, disse.
Saúde está entre as prioridades
Questionado durante o News Noite sobre o que faria nos primeiros 100 dias de um eventual governo, Caputo colocou a saúde pública do Distrito Federal entre suas principais prioridades.
Entre as medidas defendidas estão a valorização dos servidores públicos concursados, realização de auditorias, ampliação do número de leitos hospitalares, contratação de profissionais, fortalecimento das equipes de Saúde da Família e maior investimento em medicina preventiva e atenção básica.
O candidato também propôs ampliar o horário de funcionamento das UBS, inclusive aos finais de semana, argumentando que muitas pessoas não conseguem buscar atendimento durante o horário comercial.
Telemedicina e medicamentos em farmácias credenciadas
Outra proposta apresentada na entrevista à Rádio Liga FM é ampliar o uso da telemedicina no Distrito Federal para facilitar o acesso a especialistas e contribuir para a redução das filas de consultas e exames.
Caputo também defendeu um novo modelo para a entrega de medicamentos. A proposta prevê o credenciamento de mais de mil farmácias, permitindo que pacientes retirem os remédios em estabelecimentos próximos de suas residências.
Segundo ele, a medida poderia reduzir deslocamentos e acabar com as longas filas enfrentadas atualmente por parte da população.
Críticas ao IGES-DF e às indicações políticas
Durante a entrevista, Kiko Caputo fez críticas contundentes ao Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGES-DF) e ao modelo de ocupação de cargos de livre nomeação no governo.
Na avaliação do candidato, servidores concursados e profissionais com experiência na administração pública acabam perdendo espaço para pessoas escolhidas por critérios políticos.
Caputo defendeu que servidores de carreira tenham maior protagonismo na gestão pública, especialmente em funções técnicas e de direção.
“A população quer o básico”
Ao falar sobre suas visitas às diferentes regiões do Distrito Federal, o candidato afirmou que tem conversado com moradores e representantes do setor produtivo para compreender as principais demandas da capital.
Segundo Caputo, a população não exige soluções extraordinárias, mas espera eficiência na prestação dos serviços essenciais.
“As pessoas não querem muito. Elas querem o básico. Mas os governos estão falhando. Não estão entregando o mínimo. E eu acho que dá para a gente fazer muito mais e melhor com o que a gente tem”, concluiu durante entrevista ao News Noite, da Rádio Liga FM.