Fundador de um dos maiores escritórios de advocacia do país afirma que “investigação não é condenação” e reforça confiança na Justiça após cumprimentos de mandados de busca e apreensão
O Brasiliense – Em meio às investigações em que teve seu nome citado recentemente, o advogado Nelson Wilians, fundador do NWADV (Nelson Wilians Advogados), utilizou sua conta oficial no LinkedIn para se pronunciar publicamente sobre o caso. Na publicação, o jurista adotou um tom de desabafo contra o “pré-julgamento” nas redes sociais e na imprensa, reiterando sua convicção de inocência e a confiança nas autoridades.
Acompanhado de uma arte com a frase “Eu confio na Justiça de Deus e dos homens!”, o texto aborda o impacto de suspeitas sobre a reputação e defende o princípio constitucional da presunção de inocência.
“Fumaça não é fogo” e crítica ao pré-julgamento
No texto, o advogado rebate o ditado popular de que “onde há fumaça, há fogo”, argumentando que a expressão é inadequada para avaliar condutas no âmbito do Direito. Segundo Wilians, a fumaça no ambiente jurídico pode representar narrativas, denúncias ou interpretações equivocadas que ainda precisam ser esclarecidas.
- Diferenciação jurídica: Wilians pontuou que “investigação não é condenação”, ressaltando que “suspeita não é prova” e “acusação não é sentença”.
- Garantia constitucional: O advogado citou o artigo 5º (inciso LVII) da Constituição Federal para lembrar que a presunção de inocência é um pilar do Estado Democrático de Direito que impede a transformação de suspeitas em condenações antecipadas.
Buscas e apreensões e defesa dos fatos
Ao abordar diretamente o andamento dos processos, o fundador do NWADV confirmou que foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no âmbito das investigações. No entanto, garantiu que nenhum elemento ilícito foi encontrado pelas autoridades até o momento.
“Nesse período, foram realizadas três buscas e apreensões. Posso afirmar que, até o momento, nada de irregular ou ilegal foi encontrado. Tenho plena convicção da minha inocência”, afirmou o advogado na publicação.
Wilians criticou setores da imprensa e usuários de redes sociais por emitirem “sentenças” antes do acesso integral às provas e do trânsito em julgado. Ele declarou que optará por permanecer “no terreno dos fatos” e que exercerá plenamente o seu direito de defesa.
Serenidade e preservação da reputação
Ao finalizar o pronunciamento, o jurista agradeceu às pessoas que manifestaram apoio e ressaltou que a busca pela verdade pode exigir tempo, mas que isso não altera a realidade dos fatos.
- Preservação do nome: Wilians destacou o risco do impacto reputacional ao afirmar que “uma reputação pode ser atacada em minutos”, mas que “a verdade, às vezes, precisa de mais tempo para aparecer”.
- Conclusão: O advogado encerrou a mensagem reforçando que “o tempo não transforma mentira em verdade” e mantendo a serenidade quanto ao desfecho das apurações judiciais.