Influenciadora de 32 anos desabafou sobre abordagens invasivas, o peso de estereótipos no exterior e reviveu episódio constrangedor na imigração aos 17 anos
A influenciadora digital Carolina Portaluppi, de 32 anos, usou suas redes sociais na última terça-feira (21) para desabafar sobre episódios de assédio e a perpetuação de estereótipos que atingem mulheres brasileiras. No relato, a filha do técnico Renato Gaúcho detalhou abordagens desrespeitosas que vivenciou tanto no Brasil quanto no exterior.
Carol desabafou sobre o incômodo com a postura de alguns homens estrangeiros que, segundo ela, enxergam as brasileiras sob uma ótica de hipersexualização e como se tudo no país fosse “oba, oba”.
“Estava vendo um vídeo de uma mulher falando sobre uma coisa que eu penso muito e queria falar com vocês. Os gringos andam aqui [no Brasil] encarando as mulheres como se fossem um pedaço de carne. Quando estou viajando, tenho vergonha de falar que sou brasileira, porque a imagem que eles têm na cabeça é essa. […] Já passei por várias situações de falar que era brasileira e eles saírem tocando em mim, puxando para dançar. É surreal, gente, juro. Ando na rua, vejo muita coisa, passo por muita coisa e fico enojada”, desabafou.
🛫 Constrangimento na imigração aos 17 anos
Para ilustrar o impacto desse estereótipo, a influenciadora relembrou um momento marcante que viveu em sua primeira viagem internacional desacompanhada, quando embarcou para Miami, nos Estados Unidos:
Ao chegar ao aeroporto norte-americano, o agente de imigração fez uma pergunta direta e ofensiva: se ela estava entrando no país para trabalhar como garota de programa. “Isso tudo por quê? Porque a mulher brasileira tem um corpão. É horrível. Achei que era nóia minha, mas aí, quando vejo esse vídeo de outras pessoas falando, eu vejo que não”, refletiu.
💬 Reflexão e ressalva
Apesar do tom firme de crítica, a influenciadora fez questão de ressaltar que não busca generalizar todas as pessoas de fora do país, mas sim expor uma dinâmica recorrente que precisa ser discutida.
“Claro que eu não quero generalizar e falar que são todos, óbvio que não, mas é porque eles vêm para o Brasil e saem caçando, achando que podem fazer qualquer coisa. Eles vêm no ‘oba, oba’, tipo: ‘vamos fazer qualquer coisa, com qualquer mulher’. Isso é muito louco, mas, claro, tem exceções”, finalizou.