PIB do DF cresce 2,9% no segundo trimestre e lidera avanço econômico no Centro-Oeste, aponta FGV

Impulsionada pelo setor de serviços, que responde por 95% da economia local, capital federal registrou a maior alta regional e puxou os indicadores da região.

BRASÍLIA — O Distrito Federal registrou o maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na região Centro-Oeste no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A soma de todos os bens e serviços produzidos na capital federal avançou 2,9%, impulsionada principalmente pelo setor de serviços — segmento que responde por impressionantes 95% da economia brasiliense.

Os dados fazem parte do Relatório de Indicadores de PIB Trimestral, desenvolvido de modo experimental pelo Núcleo de Contas Nacionais do FGV IBRE. Com o resultado, o DF foi responsável por mais da metade (57%) de todo o crescimento econômico registrado na região Centro-Oeste no período.

Desempenho por Setores no DF

De acordo com o levantamento da FGV, com exceção da indústria, todas as grandes áreas da economia brasiliense apresentaram variação positiva:

  • Serviços: +3,0%
  • Agropecuária: +4,7%
  • Indústria: -1,2%

O recuo pontual verificado no setor industrial foi atribuído, segundo o relatório, a uma retração específica no segmento da construção civil. Em contrapartida, o setor de serviços consolidou-se como o grande motor da economia local e regional.

Panorama do Centro-Oeste

Na média da região Centro-Oeste, o crescimento total do PIB foi de 1,6% no trimestre em relação a 2025, ficando ligeiramente abaixo da média nacional de 2% divulgada pelo IBGE. Todas as unidades federativas da região apresentaram expansão, mas com dinâmicas distintas:

  • Distrito Federal: +2,9% (responsável por 57% do crescimento regional)
  • Mato Grosso do Sul: +2,5% (contribuição de 23%)
  • Mato Grosso: +0,5% (contribuição de 10%)
  • Goiás: +0,5% (contribuição de 9%)

A economista Juliana Trece, coordenadora do núcleo e responsável pelo estudo, destaca que, embora a agropecuária seja tradicionalmente o carro-chefe do Centro-Oeste, o peso dos serviços no DF altera o perfil econômico da capital em relação aos demais estados vizinhos. Enquanto o agro enfrentou oscilações negativas em alguns estados — como quedas de 5% em Goiás e de 0,6% no Mato Grosso —, o setor manteve estabilidade geral na região e o DF registrou alta expressiva de 4,7% no segmento.

No setor industrial, o Distrito Federal foi o único estado da região a apresentar baixa (-1,2%), enquanto Mato Grosso do Sul (+2,4%), Mato Grosso (+3,1%) e Goiás (+3,1%) registraram resultados positivos.

Rodapé — O Brasiliense