Bia Kicis retoma defesa do voto impresso e critica falta de auditabilidade nas urnas eletrônicas

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Senadora eleita pelo DF questiona a resistência a aperfeiçoamentos no sistema eleitoral e afirma que a urna eletrônica virou um “dogma”

BRASÍLIA — A senadora eleita pelo Distrito Federal, Bia Kicis, voltou a defender a implementação de mudanças no sistema eleitoral brasileiro, reacendendo o debate sobre a adoção do voto impresso auditável. A declaração ocorreu ao ser provocada sobre falas do ex-presidente norte-americano Donald Trump a respeito do processo eleitoral no Brasil.

Durante sua manifestação, a parlamentar reiterou que o modelo atual carece de transparência. “Basta ver que as urnas não são auditáveis. Ninguém tem como conferir”, afirmou Kicis, ressaltando que atua na defesa dessa pauta desde a sua eleição como deputada federal.

Críticas ao debate e questionamento sobre “dogma”

A senadora eleita ironizou as reações aos questionamentos sobre a lisura das urnas por parte de candidatos vitoriosos no pleito:

“Responderam que, como nós tínhamos sido eleitos, por que estávamos contestando? Então, se ganharmos, não podemos pedir para melhorar o sistema e, claro, se perdermos, aí é que não podemos mesmo. A conclusão é que o sistema não pode ser aperfeiçoado”, ponderou.

Para Bia Kicis, a postura institucional em relação às urnas eletrônicas transformou o equipamento em um tabu inquestionável. “As urnas viraram um dogma. Você não pode duvidar delas. Para religião, isso pode até valer, mas não estamos falando de religião, mas de eleição, de voto, coisas humanas”, concluiu a parlamentar.

Serviço

  • Tema: Declaração política sobre o sistema eleitoral e voto impresso
  • Personagem: Senadora eleita Bia Kicis (DF)
  • Pauta: Transparência eleitoral e aperfeiçoamento das urnas eletrônicas
  • Acompanhamento Legislativo: Portal do Senado Federal