O Brasiliense — O Banco de Brasília (BRB) deu mais um passo no processo de recuperação de sua higidez financeira e reputacional. O Conselho de Administração da instituição convocou os acionistas para uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para o dia 24 de agosto de 2026, às 10h, em formato 100% digital. Na pauta, está a autorização expressa para o ingresso de ações judiciais de responsabilidade civil contra ex-administradores envolvidos nas operações sob suspeita.
A medida tem como alvo os ex-gestores que vierem a ser identificados como responsáveis pelas perdas milionárias decorrentes de transações com o ecossistema Banco Master/REAG, investigadas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
Entenda o impacto da crise e a estimativa do prejuízo
As apurações da Operação Compliance Zero revelaram um rombo estimado em cerca de R$ 12 bilhões no patrimônio do banco público do DF. O movimento atual busca garantir o ressarcimento dos danos materiais e morais causados à instituição, atendendo a exigências de governança corporativa.
| Aspecto | Detalhes da Medida |
|---|---|
| Evento | Assembleia Geral Extraordinária (AGE) via Zoom |
| Data e Horário | 24 de agosto de 2026, às 10h |
| Objetivo Principal | Autorizar ações de reparação financeira contra ex-administradores |
| Foco Prioritário | Destinar valores recuperados para quitar o socorro financeiro |
Plano de capitalização e socorro do FGC
A tentativa de responsabilização judicial é peça-chave no plano de recomposição de capital do BRB. Em maio de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou um acordo entre o Governo do Distrito Federal (GDF), União, Banco Central e o próprio BRB para viabilizar uma operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), sem uso de verbas da União.
Nos termos do acordo aprovado pela Suprema Corte, todos os recursos eventualmente reavidos por meio das ações de ressarcimento contra ex-gestores serão direcionados prioritariamente para a liquidação dessa linha de crédito emergencial.