Incidente ocorreu na Rua 4 Norte; testemunhas relatam exibição de arma e ameaças, enquanto bombeiro afirma ter sido encarado e nega ter sacado a pistola
Uma discussão entre dois agentes de segurança pública movimentou uma academia na Rua 4 Norte, em Águas Claras (DF), no último sábado (18 de julho). O caso envolve o bombeiro militar Mauro Alves dos Santos (48 anos) e o 2º sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Luis Fernando Andrade de Oliveira (43 anos). A ocorrência foi registrada e segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) pelo crime de ameaça.
Câmeras de segurança do estabelecimento registraram parte do desentendimento. Nas imagens, o bombeiro aparece retirando uma pistola de dentro de um armário do vestiário/área comum e colocando a arma de fogo na cintura. Em seguida, ele se dirige ao policial militar, momento em que a discussão verbal é iniciada.
O que dizem a vítima e as testemunhas
Segundo informações do Boletim de Ocorrência registrado na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), guarnições da PMDF foram acionadas para conter o conflito. No local, os policiais constataram que a briga envolvia os dois militares.
De acordo com o relato do sargento da PM e de testemunhas presentes no local:
- Exibição e Ameaça: O bombeiro Mauro Alves teria colocado a arma na cintura à vista dos frequentadores e afirmado que iria “pegar o policial na porrada”.YouTube
- Intervenção no Local: Um outro policial militar que treinava na academia presenciou a cena e interveio, advertindo o bombeiro de que a exibição de arma de fogo e as ameaças a um colega de farda configuravam conduta inadequada.
- Depoimento de Frequentaadores: Uma segunda testemunha confirmou ter visto o momento em que a pistola foi colocada na cintura e ouvido as ofensas direcionadas à vítima.
A versão do bombeiro militar
Em depoimento prestado à Polícia Civil, Mauro Alves dos Santos apresentou uma versão conflitante sobre o desenrolar dos fatos:
- Provocação Inicial: O militar sustentou que estava treinando acompanhado de sua namorada quando percebeu que o policial militar o encarava de forma insistente, o que deu início ao bate-boca.
- Uso da Arma: O bombeiro negou categoricamente ter sacado, apontado ou utilizado o armamento para coagir ou ameaçar o sargento.YouTube
- Fim da Confusão: Segundo ele, o desentendimento encerrou-se após a intervenção do gerente da academia, permitindo que ele retornasse ao treino antes mesmo da chegada das viaturas da PMDF.
A PCDF analisa os circuitos de monitoramento interno da academia para confrontar os depoimentos com as imagens gravadas e determinar se houve abuso ou porte ostensivo inadequado do armamento em ambiente privado de uso coletivo.
Para acompanhar como episódios de violência e abordagens armadas em academias no DF são investigados pela Polícia Civil, assista ao caso de investigação de PM armado em academia, que exemplifica os procedimentos adotados pelas forças de segurança da capital em situações semelhantes.