Dados alarmantes da Secretaria de Segurança Pública mostram o impacto devastador da violência de gênero na capital; no Brasil, fóssil de dados aponta mais de 7 mil casos em cinco anos.
BRASÍLIA — Entre 2015 e o primeiro semestre de 2026, o Distrito Federal contabilizou 248 mulheres vítimas de feminicídio, segundo dados do painel de monitoramento da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF). Por trás das estatísticas de violência letal, um rastro invisível e doloroso afeta centenas de famílias: 492 crianças, jovens e adultos se tornaram órfãos da violência de gênero na capital federal no período.
O levantamento revela ainda que mais de 80% das mulheres mortas eram mães, o que escancara a profunda desestruturação familiar gerada por esses crimes. A perda abrupta e violenta deixa marcas profundas no desenvolvimento psicológico, emocional e social dos filhos, que passam a lidar com o trauma da perda materna — muitas vezes presenciada por eles — e com os desafios da tutela e do suporte socioeconômico.
Cenário Nacional
A tragédia do feminicídio segue como um dos maiores desafios de segurança pública e direitos humanos no país. Dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em 2026 apontam que, entre 2021 e 2025, cerca de 7.327 mulheres foram vítimas de feminicídio em todo o território nacional.
Especialistas e órgãos de proteção reforçam a urgência de políticas públicas integradas que não apenas punam os agressores com o rigor da lei, mas que também garantam suporte psicológico, assistencial e financeiro imediato para os órfãos do feminicídio, assegurando proteção e amparo a essas crianças e jovens em situação de extrema vulnerabilidade.
Canais de Ajuda e Denúncia
- Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (nacional, gratuito e 24h).
- 190: Polícia Militar do Distrito Federal (para emergências e situações em curso).
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM): Atendimento presencial e especializado no DF.