Após comandar o Palácio do Buriti por mais de sete anos, ex-governador anuncia afastamento da corrida eleitoral e cita cansaço e desejo de dedicação à família
O cenário político do Distrito Federal sofreu uma reviravolta marcante nesta quarta-feira (8). O ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) confirmou oficialmente que desistiu de sua candidatura ao Senado Federal para o próximo pleito. Após comandar o Executivo local por pouco mais de sete anos, o emedebista havia se afastado do cargo justamente para capitanear sua pré-candidatura, mas optou por recuar da disputa.
Ao justificar a decisão, Ibaneis afirmou estar cansado do ritmo intenso da atividade pública e manifestou o desejo de retomar sua rotina pessoal. Aos 54 anos, o político avalia que sua contribuição direta com a gestão da capital federal já foi consolidada.
“Quero cuidar da minha vida”, declarou Ibaneis Rocha, acrescentando que considera ter cumprido sua missão na política e que, a partir de agora, pretende priorizar o convívio e o cuidado com os filhos.
Histórico e transição no Palácio do Buriti
Advogado de carreira e ex-presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), Ibaneis Rocha entrou para a política partidária em 2018, quando venceu as eleições contrariando os prognósticos iniciais. Em 2022, consolidou sua liderança regional ao ser reeleito para o cargo de governador logo no primeiro turno das votações.
O mandato do emedebista estendeu-se de janeiro de 2019 até março de 2026. Na ocasião, ele se desincompatibilizou do cargo dentro do prazo legal exigido pela Justiça Eleitoral para poder concorrer a uma cadeira no Congresso Nacional. Com o seu afastamento definitivo, a gestão do Distrito Federal foi assumida integralmente pela então vice-governadora Celina Leão (PP), que agora comanda o Palácio do Buriti.
Impacto nas articulações locais
A saída de Ibaneis Rocha da disputa reorganiza as forças políticas e as alianças partidárias que vinham sendo desenhadas no Distrito Federal. Considerado um dos nomes mais fortes para preencher uma das vagas da bancada do DF no Senado, sua ausência abre espaço para novas candidaturas e força o MDB a recalibrar sua estratégia de chapa majoritária.
| Período de Gestão | Cargo Ocupado | Sucessão |
|---|---|---|
| 2019 – 2022 | Governador do Distrito Federal (1º Mandato) | Reeleito em primeiro turno. |
| 2023 – Março de 2026 | Governador do Distrito Federal (2º Mandato) | Renúncia para desincompatibilização. |
| Março de 2026 – Atual | Ex-governador / Retorno à advocacia | Governo assumido por Celina Leão (PP). |