Morre o desembargador Maurício Miranda, aos 60 anos; Ibaneis lamenta “grande perda” para o Judiciário

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), lamentou neste domingo (4/1) a morte do desembargador Maurício Miranda, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), aos 60 anos. “Era um excelente profissional do direito. Dedicou sua vida ao MP e, mais recentemente, ao TJDFT. Uma grande perda”, declarou o chefe do Executivo local.

A causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada, mas a suspeita é de leptospirose.

Carreira marcada pela dedicação ao Ministério Público e ao Judiciário

Natural de Brasília, Maurício Miranda tomou posse como desembargador do TJDFT em janeiro de 2023, após décadas de atuação no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), onde foi promotor e, posteriormente, procurador de Justiça.

Ele ganhou notoriedade ao atuar como promotor do caso conhecido como “Crime da 113 Sul”, o triplo homicídio do ex-ministro José Guilherme Villela, de sua esposa Maria Villela e da funcionária Francisca Nascimento da Silva.

Formação sólida e compromisso com o ensino

Maurício era formado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e em Economia pelo UDF, além de mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Atuou por mais de 15 anos como professor de Direito Penal, contribuindo com a formação de novos juristas.

Ingressou na carreira no Ministério Público de Goiás (MPGO), e em 1991, passou a atuar no MPDFT. Teve passagens por importantes promotorias criminais do DF e integrou órgãos de coordenação e revisão do Ministério Público.

Sua trajetória no Judiciário foi marcada pela rigorosa atuação técnica, forte senso de justiça e pelo respeito de colegas e profissionais da área jurídica.

O TJDFT ainda não divulgou detalhes sobre o velório e o sepultamento. A perda de Maurício Miranda deixa uma lacuna significativa na Justiça do DF.