Seduh-DF convoca audiência pública para regularizar áreas do Hospital Daher e do Centro Comercial Gilberto Salomão

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh-DF) deu início ao processo regulatório para formalizar e readequar duas das estruturas comerciais e de saúde mais tradicionais do Lago Sul. O órgão governamental convocou a população para uma audiência pública virtual, agendada para o dia 27 de julho, às 19h30, com transmissão ao vivo pela plataforma Zoom. O debate fixará as diretrizes para a regularização fundiária de ocupações consolidadas no Hospital Daher (QI 7) e no Centro Comercial Gilberto Salomão (QI 5).

As medidas estão respaldadas legalmente pelos Decretos nº 48.176, de 21 de janeiro de 2026, e nº 48.420, de 26 de março de 2026, emitidos pelo Palácio do Buriti, que declararam os respectivos perímetros urbanos como de estrito interesse público.

Ampliação no Hospital Daher e ajustes na QI 5

O plano urbanístico desenhado pela Seduh detalha intervenções específicas para cada lote econômico:

  • Hospital Daher (QI 7): A proposta prevê a desafetação (mudança da destinação jurídica) de uma faixa de área pública colada ao terreno original da unidade de saúde. A medida criará um novo lote que será unificado à estrutura atual, totalizando uma poligonal de 6.368,59 m². De acordo com o comitê técnico da secretaria, a incorporação legal da área que já vinha sendo utilizada na prática vai viabilizar a expansão e o aumento da capacidade de leitos e atendimentos do hospital.
  • Centro Comercial Gilberto Salomão (QI 5): O projeto de regularização foca no reordenamento e na segurança jurídica das ocupações e puxadinhos históricos consolidados ao longo das últimas décadas em uma das áreas comerciais mais valorizadas do Distrito Federal.

A Seduh-DF antecipou e reiterou em nota oficial que as alterações geométricas propostas nos lotes foram planejadas de forma a não gerar impactos negativos na infraestrutura urbana ou no trânsito local a serem absorvidos pelos moradores da região.

Processo participativo e canais abertos

Por se tratar de uma alteração no uso do solo de uma região administrativa tombada e sob regras rígidas de gabarito, a participação da comunidade é etapa obrigatória. Durante a transmissão, os moradores e empresários locais poderão enviar dúvidas, críticas e sugestões técnicas.

Após a rodada de debates, as contribuições da sociedade civil serão compiladas e analisadas pela equipe de urbanistas da secretaria, servindo de subsídio para eventuais ajustes nos projetos antes do envio da matéria para votação no Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan).