Rede de amparo: Programa Viva Flor garante socorro imediato a mulheres em risco extremo no DF

Com tecnologia de georreferenciamento e botão de pânico via aplicativo ou dispositivo móvel, iniciativa conecta vítimas de violência doméstica à equipe policial mais próxima

O enfrentamento à violência de gênero no Distrito Federal conta com um aliado tecnológico indispensável para salvar vidas. O programa Viva Flor consolida-se como uma das principais ferramentas da rede de proteção local, permitindo que mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade extrema acionem um botão de emergência silencioso e enviem sua localização em tempo real para as forças de segurança.

Coordenado de forma integrada, o sistema utiliza o mecanismo de georreferenciamento para rastrear o ponto exato onde a assistida se encontra no momento da ameaça. Uma vez pressionado o botão, o alerta dispara um chamado prioritário na central, encaminhando imediatamente a viatura da Polícia Militar ou Civil mais próxima para interceptar o agressor.

Quem tem direito e como funciona o ingresso no programa?

O acolhimento do Viva Flor é restrito a casos de risco extremo. O ingresso na plataforma ocorre por duas vias principais:

  1. Via Judicial: Determinada diretamente pelos Juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher do DF. Ocorre após a concessão de Medidas Protetivas de Urgência (MPU) válidas, por meio do Processo Judicial Eletrônico (PJe).
  2. Via Administrativa: Realizada diretamente em qualquer delegacia de polícia do DF (com destaque para as DEAMs), logo após o registro do Boletim de Ocorrência, caso a autoridade policial identifique perigo iminente.

Critérios de urgência: O sistema é direcionado a episódios onde já houve histórico de tentativa de feminicídio, descumprimento prévio de medidas protetivas com o uso de violência física, ou ameaças graves que indiquem o potencial agravamento da situação da vítima.

Aplicativo ou aparelho móvel gratuito

Pensado para incluir mulheres de todas as realidades socioeconômicas, o programa Viva Flor oferece duas modalidades de acionamento:

  • Para quem tem celular e internet: É feita a instalação do aplicativo oficial e seguro no aparelho da própria usuária após triagem e treinamento técnico.
  • Para quem não tem aparelho ou acesso à rede: O Governo do Distrito Federal disponibiliza, em regime de comodato, um dispositivo móvel físico específico (semelhante a um pequeno bip ou celular modificado) com chip de dados ativo para garantir que ela nunca fique desamparada.

Em qualquer um dos formatos, basta pressionar o botão principal por alguns segundos para que a rede de proteção seja mobilizada de forma automática, sem a necessidade de fazer uma ligação por voz.

Cobertura integral em todo o Distrito Federal

O programa tem cobertura técnica e operacional em 100% do território do Distrito Federal. O atendimento especializado, que engloba a análise detalhada de documentos, termos de compromisso e as orientações práticas sobre o funcionamento do botão, possui estruturas físicas formais em 11 unidades estratégicas de assistência:

  • Asa Sul e Taguatinga Sul
  • Ceilândia e Samambaia
  • Paranoá e São Sebastião
  • Planaltina, Sobradinho e Brazlândia
  • Gama, Recanto das Emas e Santa Maria

As mulheres inseridas no Viva Flor passam por avaliações periódicas de risco para determinar o tempo de permanência no programa, garantindo um monitoramento dinâmico que acompanha o andamento dos processos judiciais contra os agressores.