Aos 16 anos, Lucas Tremendani consolida trajetória de sucesso com apoio do Colégio Mackenzie; foco, Bolsa Atleta e títulos nacionais pavimentam caminho para o alto rendimento.
Brasília, DF — O despertador toca cedo para Lucas Tremendani, mas a motivação vai muito além da rotina escolar. Aluno do Colégio Presbiteriano Mackenzie Brasília (CPMB) desde 2015, o estudante-atleta de 16 anos tornou-se um dos nomes em ascensão na natação competitiva brasileira. Recentemente, Lucas subiu ao lugar mais alto do pódio no Campeonato do Centro-Oeste, reafirmando uma evolução meteórica que agora mira as piscinas internacionais.
A guinada competitiva de Lucas ganhou tração em 2017, dentro das seletivas do próprio colégio, mas foi sob a orientação da treinadora Thalita que o atleta atingiu o nível federado. O impacto foi imediato: em apenas seis meses de treinamento intensivo, Lucas estreou em seu primeiro Campeonato Brasileiro. No segundo nacional, já figurava entre os oito melhores nadadores do país.
Disciplina e o Suporte do “Bolsa Atleta”
O reconhecimento nas piscinas trouxe mais do que medalhas. O desempenho consistente garantiu a Lucas o acesso ao programa Bolsa Atleta, um suporte financeiro crucial para esportistas de alto rendimento no Brasil. Segundo a treinadora Thalita, o sucesso não é por acaso: “O Lucas é um menino de ouro. Desde o primeiro treino, mostrou ser muito focado, sendo sempre o primeiro a chegar e o último a sair”.
Para o jovem nadador, o Mackenzie funciona como uma extensão de casa e um pilar de sustentação. A flexibilidade da instituição permite que ele equilibre as braçadas matinais com as exigências do Ensino Médio. “Procuro aproveitar ao máximo as aulas para não acumular conteúdo, já que o esporte exige muito tempo”, explica Lucas.
Rumo ao Exterior
Com o cronômetro a seu favor, o próximo objetivo de Lucas Tremendani já está traçado: conquistar uma vaga em uma universidade internacional. O plano de utilizar a natação como passaporte acadêmico é comum entre atletas de elite que buscam o sistema de bolsas em países como os Estados Unidos, onde o esporte universitário é porta de entrada para competições mundiais e olímpicas.
Enquanto a carreira internacional se desenha no horizonte, Lucas segue treinando nas raias de Brasília, provando que a parceria entre educação e esporte é a fórmula mais eficaz para formar não apenas campeões, mas cidadãos organizados e resilientes.