Marcelo Falcão e Tihuana incendeiam a Cidade da Moto em noite marcada por clássicos e sonho no palco

Penúltima jornada do maior festival de motos e rock da América Latina teve retorno da celebração dos 25 anos de “Ilegal”, tecnologia no telão e garoto de 10 anos tocando bateria no palco principal.

O Brasiliense — A penúltima noite da edição de 2026 do Capital Moto Week registrou arena lotada e atmosfera de celebração coletiva na Cidade da Moto. Comandada pelas apresentações da banda Tihuana e do cantor Marcelo Falcão na noite de sexta-feira (31/7), a programação uniu o resgate da memória afetiva do rock dos anos 2000 a momentos surpresa de forte apelo emocional.

Retorno eletrizante do Tihuana e inteligência artificial no palco

Encerrando um hiato de oito anos sem turnês, o Tihuana subiu ao palco principal para celebrar os 25 anos do álbum de estreia Ilegal. O grupo revisitou hits marcantes da carreira, como “Clandestino”, “Que Ves?” e “Pula!”, que fez a arena balançar do início ao fim.

A apresentação inovou ao integrar recursos de inteligência artificial em tempo real durante a execução do clássico “Eu Vi Gnomos”. Imagens captadas na hora, envolvendo a plateia e os integrantes da banda, eram transformadas em animações psicodélicas nos telões do complexo. Diante do impacto da recepção, o vocalista Egypcio revelou que o grupo escolheu o show no DF para a captação de um novo registro audiovisual da turnê.

Marcelo Falcão, homenagem a Chorão e um garoto prodígio no palco

Na sequência, após o aquecimento comandado pelo DJ Negralha, Marcelo Falcão assumiu o microfone abrindo a apresentação com o clássico “Minha Alma”. O repertório foi recheado por hinos como “Lado B, Lado A”, “Reza Vela”, “Rodo Cotidiano” e “Anjos (Pra Quem Tem Fé)”.

Um dos momentos mais tocantes da noite ocorreu durante a execução da faixa “Legado”, canção em homenagem ao vocalista Chorão (Charlie Brown Jr.) que conta com registros de voz inéditos deixados pelo cantor antes de sua morte em 2013.

Ao introduzir a música “Céu Aberto”, Falcão leu um cartaz na plateia levado por Bernardo Augusto, de apenas 10 anos. O menino pedia uma oportunidade para tocar bateria no palco. Convidado imediatamente pelo cantor, o jovem assumiu as baquetas diante de milhares de pessoas e executou a linha de bateria de “Legado” com desenvoltura impressionante.

“Agora nós somos a sua banda”, brincou Falcão ao acolher o garoto, que realiza a paixão pelo instrumento desde os três anos de idade e declarou ser fã de Charlie Brown Jr. e da banda americana Red Hot Chili Peppers.

Despedida com o lendário Barão Vermelho

A noite histórica abriu caminho para o desfecho oficial do festival neste sábado (1º/8). Além do icônico Passeio Motociclístico pelas vias centrais de Brasília, o Palco Principal encerra o ciclo de 10 dias de atrações com a aguardada apresentação do Barão Vermelho Encontro, reunindo a formação original de Roberto Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros e Dé Palmeira para celebrar quatro décadas de rock nacional.