O Brasiliense — A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), acompanhada do secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, anunciou nesta sexta-feira (7 de agosto de 2026) uma virada de trajetória nas contas públicas da capital. Após um cenário com estimativa de déficit de R$ 6 bilhões projetado em março, o Governo do Distrito Federal (GDF) passou a prever um superávit de R$ 3 bilhões para o encerramento do exercício de 2026.
De acordo com o Executivo local, a mudança de rota decorre da aplicação de cortes de gastos e do crescimento na arrecadação do DF.
“Nós assumimos um governo com um rombo de quase 5 bilhões de reais. Gravíssimo, com atrasos em pagamentos. Imediatamente, nós fizemos um choque de gestão que custou um esforço gigante para que as pessoas pudessem entender que havia uma nova gestão fiscal e orçamentária”, declarou a governadora.
Indicadores e Capacidade de Pagamento
A apresentação de dados da Secretaria de Economia detalhou a melhoria dos índices fiscais no Distrito Federal:
- Índice de Despesas: A relação entre despesas e receitas correntes do GDF reduziu de 96,76% em junho para 93,95% em julho, ficando abaixo do limite constitucional de 95% pela primeira vez em um ano.
- Balanço dos Últimos 12 Meses: O DF acumulou R$ 44,79 bilhões em receitas correntes contra R$ 42,08 bilhões em despesas, resultando em saldo positivo de R$ 2,71 bilhões.
- Melhoria da Capag: A Capacidade de Pagamento do DF avançou do ranking C para o ranking provisório A no Tesouro Nacional.
- Meta Final: O secretário de Economia informou que a meta do governo é encerrar o ano, em 31 de dezembro, com R$ 5 bilhões de superávit.
Negociações Envolvendo o BRB
Durante o evento, a governadora também abordou o cenário referente ao Banco de Brasília (BRB) e as tratativas com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Governo Federal:
- Acordo e Cronograma: Celina Leão afirmou que os desdobramentos sobre o acordo em relação ao banco serão tratados em reunião agendada para quinta-feira (13 de agosto).
- Fundo Garantidor de Créditos: A estratégia de saneamento fiscal deve impactar as negociações do aporte no STF ligadas à operação de crédito de R$ 6,6 bilhões do FGC.
- Fortalecimento Patrimonial: A gestão destacou que os indicadores do DF comprovam a capacidade financeira do Executivo de honrar o acordo estabelecido para o BRB.