Por O Brasiliense – Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
O Governo do Distrito Federal (GDF) autorizou, nesta quarta-feira (17), um investimento robusto de R$ 32,1 milhõesdestinado a ampliar a oferta de procedimentos cirúrgicos eletivos na rede pública de saúde. A medida prevê a contratação de 5.098 cirurgias especializadas nas áreas de ginecologia e otorrinolaringologia, com o objetivo de dar vazão às demandas reprimidas e reduzir o tempo de espera dos pacientes cadastrados.
O anúncio oficial foi feito pela governadora Celina Leão durante cerimônia realizada no Palácio do Buriti. Os recursos serão divididos entre dois novos editais de contratação de serviços que reforçarão o atendimento hospitalar do DF.
Divisão das Verbas e Procedimentos Atendidos
A liberação do montante financeiro foi distribuída de forma a atender patologias de alta demanda ambulatorial. A divisão dos recursos e das vagas de cirurgias ficou definida da seguinte forma:
- Ginecologia: Investimento de R$ 14,5 milhões voltado exclusivamente para a realização de 2.081 histerectomias (remoção cirúrgica do útero).
- Otorrinolaringologia: Aporte de R$ 17,6 milhões para custear 3.017 intervenções. O pacote de procedimentos inclui cirurgias de septoplastia (correção de desvio de septo), amigdalectomias (retirada das amígdalas), adenoidectomias e adenoamigdalectomias.
A iniciativa integra o escopo de ações do programa Opera DF que, de acordo com o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, tem conseguido derrubar os prazos de espera na capital federal — a exemplo do que já ocorreu com as filas para cirurgias de hérnia e varizes. No total, a estratégia já viabilizou mais de 20 mil cirurgias na rede, contando com o apoio complementar da rede privada contratada, que já absorveu cerca de 6 mil procedimentos.
Descentralização e Autonomia para Hospitais
Além da liberação dos editais cirúrgicos, a chefe do Executivo local assinou a reformulação do Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (Pdpas). A mudança normativa tem caráter administrativo e visa desburocratar a gestão interna da rede hospitalar.
Na prática, a nova versão do Pdpas estende e amplia a autonomia financeira direta dos diretores de hospitais, UPAs e unidades de saúde do DF. Com isso, os gestores locais ganham agilidade para ordenar despesas imediatas de custeio, tais como manutenções de equipamentos, pequenos reparos prediais, adequações físicas de alas e compras emergenciais de insumos médicos essenciais, sem a necessidade de aguardar os trâmites de processos de licitação centralizados na Secretaria de Saúde.