
Em entrevista à Rádio Metrópoles, pré-candidato do Novo apresentou propostas para saúde, mobilidade e valorização do funcionalismo, com promessa de dobrar o auxílio-alimentação dos servidores.
O Brasiliense — Durante sabatina realizada na manhã desta terça-feira (18/8) no programa Conexão Metrópoles, conduzido pelo jornalista Estêvão Damásio, o pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, Kiko Caputo (Novo), detalhou o plano de metas de sua candidatura para o Palácio do Buriti. Ao longo de 50 minutos de entrevista, o postulante defendeu um choque de gestão focado na eficiência administrativa, na aplicação de inteligência na segurança pública e no combate ostensivo ao desvio de verbas públicas.
Para Caputo, a lisura no uso do orçamento é a chave para solucionar as carências históricas da capital federal. “Se resolvermos a corrupção, conseguiremos melhorar a saúde e a mobilidade urbana”, declarou durante o programa.
Reformas administrativas, privatizações e funcionalismo
Ao abordar a estrutura do Estado, o pré-candidato pontuou que desburocratizar a máquina pública é indispensável e ressaltou que a transferência de ativos estatais para a iniciativa privada não deve ser encarada com tabu ideológico. Para executar a reformulação pretendida, Caputo destacou que busca contar com a colaboração ativa do funcionalismo local.
Como medida de impacto imediato para a categoria, o postulante assumiu o compromisso de atualizar os benefícios básicos dos servidores logo no início de uma eventual gestão, incluindo a meta de dobrar o valor atual do auxílio-alimentação.
Obras viárias e gargalos na saúde e educação
Na área de infraestrutura e transportes, Caputo criticou o ritmo recente de intervenções viárias e apresentou projetos para a criação de novas rotas estratégicas, além de melhorias no transporte sobre trilhos:
- Novas Rodovias: Projeto para construção da Estrada Parque Brazlândia e da Estrada Parque Planaltina.
- Sistema Metroviário: Modernização ampla das estações e frotas para elevar o padrão de eficiência do metrô.
No setor social, o pré-candidato fez um diagnóstico severo sobre a rede pública de saúde, afirmando que “quem tem dinheiro tem médico, quem não tem, tem fila”. Já na educação, tomou como referência o modelo adotado no estado de Goiás — onde cerca de 80% das unidades operam em tempo integral —, propondo que o DF avance na mesma direção a partir da reforma e adequação da infraestrutura física das escolas existentes.
Tecnologia contra o crime
Para a segurança pública, o plano apresentado prioriza a renovação tecnológica do parque de monitoramento do DF, classificado por Caputo como defasado. A proposta prevê a aquisição de equipamentos com sistemas preditivos de inteligência artificial para mapeamento de ilícitos e ações preventivas contra o feminicídio, frente que terá a liderança direta de seu candidato a vice.
Ao encerrar a sabatina, o pré-candidato reforçou seu compromisso com a capital. “Eu amo essa cidade. Quero ser o melhor servidor público daqui e ajudar o DF a ser referência para o país novamente”, concluiu.