Setor de Serviços lidera as contratações na capital federal; no cenário nacional, o país abriu mais de 72,9 mil novos postos de trabalho
O mercado de trabalho no Distrito Federal manteve a trajetória de expansão e gerou 1.910 novos empregos formais em maio de 2026. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado foi impulsionado pelo desempenho de dois dos cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisados.
O setor de Serviços foi o grande motor da empregabilidade na capital federal, encerrando o quinto mês do ano com um saldo positivo de 2.170 vagas. A Construção também fechou no azul, com a criação de 397 postos. Em contrapartida, os segmentos de Agropecuária (-24), Indústria (-63) e Comércio (-570) registraram retração e fecharam o período com saldos negativos.

Perfil das contratações no DF
O levantamento estatístico do Ministério do Trabalho detalha o comportamento do mercado local por gênero, faixa etária e nível de escolaridade:
- Gender: O saldo de emprego foi positivo para ambos os sexos, com protagonismo das mulheres, que ocuparam 1.262 postos, enquanto os homens responderam por 648 vagas.
- Idade: A absorção de mão de obra jovem foi o destaque do mês. A faixa etária de 18 a 24 anos liderou as contratações, preenchendo 1.301 postos formais.
- Escolaridade: Profissionais com ensino superior completo ditaram o ritmo do saldo positivo, somando 1.101 novos vínculos empregatícios na capital.
Panorama Nacional: 72,9 mil novas vagas em maio
No cenário nacional, o Brasil registrou a abertura de 72.960 novos empregos com carteira assinada em maio, fruto de 2,20 milhões de admissões contra 2,13 milhões de desligamentos. No acumulado de janeiro a maio de 2026, o país já soma 767.326 novas vagas formais, o que representa uma expansão de 1,6% no estoque de empregos. Nos últimos 12 meses, o saldo acumulado passa de 1,13 milhão de postos.
Ao contrário do DF, todos os cinco grandes grupamentos econômicos operaram no azul no índice nacional. O setor de Serviços liderou com 45.655 vagas, puxado pelas áreas de Saúde Humana e Serviços Sociais. Na sequência vieram Construção (12.096), Agropecuária (10.205), Indústria (4.974) e Comércio (40).
Desempenho Regional e Demográfico
Geograficamente, 22 das 27 unidades da Federação tiveram saldo positivo em maio. São Paulo liderou em números absolutos (+18.224), seguido por Espírito Santo (+9.532) e Rio de Janeiro (+9.195). Na divisão por regiões, o Sudeste ficou na vanguarda (+45.873), enquanto apenas a Região Sul apresentou saldo negativo (-4.109).
No recorte demográfico brasileiro, as mulheres lideraram com 51.848 postos criados. Sob a ótica étnica, os maiores saldos foram de pessoas pardas (63.396), pretas (16.136) e brancas (4.461).
Rendimento de Admissão em Alta
O salário médio real de admissão no país em maio fixou-se em R$ 2.384,10. O valor representa um ganho real de R$ 35,98 (+1,5%) acima do registrado no mesmo mês do ano anterior, já descontados os efeitos inflacionários e as variações sazonais do período.