Com mais de 962 mil casos e 12 mil mortes desde 2020, capital federal vive fase controlada, mas autoridades alertam para manutenção dos cuidados
Há exatos cinco anos, em 23 de março de 2020, o Distrito Federal registrava a primeira morte por Covid-19. A vítima foi Viviane Rocha de Luiz, de 61 anos, que contraiu o então pouco conhecido coronavírus (Sars-CoV-2). O óbito foi confirmado oficialmente seis dias depois, pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), marcando o início de uma crise sanitária sem precedentes na capital e em todo o país.
De lá para cá, o DF acumulou 962.782 casos confirmados da doença e 12.035 mortes. O cenário foi marcado por ondas sucessivas de contaminação, colapso nos sistemas de saúde, vacinação em massa e, agora, uma fase de estabilidade — ainda que sob vigilância.
Os dados mais recentes, divulgados pela SES-DF, mostram que a morte mais recente por Covid no DF ocorreu em 21 de fevereiro de 2025. Desde o início deste ano, três pessoas morreram em decorrência da doença.
Evolução dos óbitos por Covid-19 no DF:
- 2020: 4.540 mortes
- 2021: 6.638 mortes
- 2022: 708 mortes
- 2023: 98 mortes
- 2024: 48 mortes
- 2025: 3 mortes (até 22 de março)
A curva de letalidade caiu drasticamente com o avanço da vacinação e o desenvolvimento de protocolos de enfrentamento mais eficazes. Ainda assim, o vírus continua circulando. Somente entre os dias 16 e 22 de março, foram registrados 319 novos casos em Brasília.
Segundo o boletim, a taxa de transmissão está em 0,85. O número indica que cada 100 pessoas infectadas transmitem o vírus, em média, para outras 85. O valor é considerado dentro de uma faixa de controle, já que o avanço do contágio costuma ocorrer quando o índice está acima de 1.
A SES-DF reforça que, embora o momento seja mais tranquilo em relação aos anos críticos da pandemia, a população deve manter a atenção aos sintomas gripais, higienização das mãos e, em especial, o acesso às vacinas disponíveis nas unidades de saúde.