Crise no BRB: Celina Leão Aciona Planalto por Socorro de R$ 6,6 Bilhões e Alerta para Risco Sistêmico

Governadora do DF busca aval do Ministério da Fazenda para empréstimo junto ao FGC e pede audiência com Lula, defendendo que solução para o banco deve ignorar barreiras ideológicas.

Brasília, DF — Em um novo capítulo da ofensiva para salvar a principal instituição financeira da capital, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), oficializou nesta terça-feira (28) um pedido de auxílio emergencial à União. O objetivo central é obter o aval do Governo Federal para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), montante considerado vital para a recomposição do Banco de Brasília (BRB).

A movimentação ocorre em um momento de extrema sensibilidade para o GDF. Durante agenda oficial, a chefe do Executivo local demonstrou otimismo, afirmando ter “certeza” de que o pedido será atendido pelo Ministério da Fazenda e pela Presidência da República. Segundo Celina, a proposta técnica já seguiu todos os ritos exigidos pelo Banco Central, restando agora a chancela política e institucional do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Além da Ideologia: O Risco ao Mercado

A governadora elevou o tom sobre a gravidade da situação ao mencionar um estudo técnico que aponta um potencial risco ao mercado financeiro caso a crise do BRB não seja estancada. Celina defendeu que o socorro à instituição deve ser tratado como uma “questão institucional grave”, pedindo que o governo federal atue com respeito e “sem qualquer questionamento ideológico”.

O GDF aguarda agora a confirmação de uma audiência com o presidente Lula. “A população espera de mim um comportamento à altura da cidade e tenho certeza que o presidente também irá nos receber”, declarou a governadora, buscando despolitizar o debate em prol da estabilidade econômica da capital.

O Histórico de Negociações

A busca por apoio federal não é inédita, mas tem sido marcada por desencontros. Embora Celina tenha mantido diálogos recentes com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e com o ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, a própria governadora admitiu, em meados de abril, que tentativas anteriores de socorro não haviam obtido retorno efetivo da União.

O aporte de R$ 6,6 bilhões via FGC é visto como a tábua de salvação para evitar um colapso que poderia contaminar outros setores da economia local. O ofício formalizando a solicitação deve ser entregue ainda nesta semana, colocando o futuro do Banco de Brasília diretamente nas mãos da equipe econômica de Lula.