Em discurso durante convenção que oficializou sua candidatura à reeleição, governadora defendeu os quatro meses de gestão e alertou sobre riscos de uma eventual liquidação do banco público.
O Brasiliense — A governadora do Distrito Federal e pré-candidata à reeleição, Celina Leão (PP), usou seu discurso de oficialização de candidatura neste domingo (2/8) para rebater duramente as críticas da oposição sobre a situação financeira do Banco de Brasília (BRB). No Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a chefe do Executivo local afirmou que o plano de recuperação da instituição está garantido e acusou os adversários políticos de agirem com irresponsabilidade em relação ao futuro da capital.
Celina comanda o Palácio do Buriti há cerca de quatro meses, após assumir o cargo em 30 de março de 2026 em decorrência da renúncia do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) — que planejava disputar o Senado, mas posteriormente desistiu da carreira política.
Alerta sobre previdência e programas sociais
Ao ser questionada por jornalistas se os problemas enfrentados pelo BRB se tornarão um dos temas centrais da campanha eleitoral, Celina criticou a postura de outros pré-candidatos que exploram a crise sem apresentar alternativas viáveis para a instituição:
“Os meus adversários são tão irresponsáveis que eles fazem campanha contra a nossa cidade. Eles não imaginam o que seria uma liquidação de um banco como esse. É só lembrá-los que a previdência dos servidores públicos está dentro do BRB, que todos os nossos programas sociais estão lá”, enfatizou a governadora.
Detalhes do acordo no STF e trâmites burocráticos
Celina reiterou que as bases da reestruturação financeira da instituição pública já foram pactuadas e homologadas na Suprema Corte, restando apenas acertos burocráticos entre as instituições privadas envolvidas no consórcio de garantias:
- Acordo firmado: “O BRB será recuperado. Já está em fase de recuperação e falta apenas a assinatura do acordo que nós já firmamos no Supremo Tribunal Federal”, reforçou.
- Consórcio liderado pelo Banco do Brasil: “O tempo está um pouco mais devagar porque quem comanda é o Banco do Brasil e ele está terminando de pegar a documentação de todos os bancos N1 que vão participar do consórcio. Mas os adversários falam, não trazem proposta e são irresponsáveis porque eles não amam Brasília”, completou a governadora.
Ao adotar um tom firme, Celina busca blindar a candidatura governista contra os ataques da oposição, posicionando sua capacidade de articulação junto ao Banco Central e ao STF como demonstração de força política na gestão de crises no Distrito Federal.