
Postulante ao Palácio do Buriti pelo Partido Novo aposta em inteligência artificial, reformulação do sistema carcerário e articulação social para conter a criminalidade.
O Brasiliense — Frente aos recentes sobressaltos na área de segurança que atingem diferentes regiões administrativas do Distrito Federal, o empresário Kiko Caputo (Novo), postulante ao comando do Executivo local, detalhou os pilares do seu projeto para a área. A plataforma do candidato estabelece metas de expansão para as próximas três décadas e busca frear a escalada de episódios violentos na capital federal por meio da fusão entre tecnologia de ponta e políticas sociais.
A argumentação do concorrente baseia-se em indicadores do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apontaram um acréscimo de 5,8% nas ocorrências de mortes violentas intencionais no quadradinho em 2025 — somando 287 registros, ante 270 no período anterior. Caputo também chamou a atenção para o aumento de atritos em pontos centrais como o Setor Comercial Sul, Asa Norte e Ceilândia, associando o fenômeno à desarticulação entre as redes de apoio assistencial, habitação e repressão policial.
Pilares da Proposta de Gestão
O plano estruturado pelo postulante divide-se em frentes preventivas, investigativas e operacionais:
- Ecossistema Tecnológico de Monitoramento: Unificação dos bancos de dados das corporações no Centro Integrado de Operações, utilizando ferramentas de inteligência artificial para leitura de placas, varredura por drones e sistemas digitais de cercamento.
- Especialização Contra Crimes Virtuais: Implantação de um departamento exclusivo na Polícia Civil para investigar fraudes eletrônicas e golpistas do ambiente digital, em cooperação com centros acadêmicos e órgãos federais.
- Vigilância no Campo e nas Escolas: Criação de patrulhas direcionadas para a proteção do agronegócio local e estabelecimento de protocolos de prevenção à violência no ambiente escolar.
- Modernização do Sistema Prisional: Fortalecimento da Polícia Penal para bloquear a comunicação ilícita nos presídios, aliado à ampliação de frentes de trabalho e capacitação profissional para a ressocialização de egressos.
- Rede de Proteção Humana: Articulação imediata entre as secretarias de Saúde, Assistência Social e Segurança no acompanhamento rigoroso de medidas protetivas para mulheres, crianças e idosos.
- Suporte à Tropa: Implementação de programas focados na preservação da saúde mental, apoio psicológico contínuo e aperfeiçoamento técnico dos agentes das forças de segurança.