Pressão sobre ministros do Supremo, estratégias de Lula e Flávio Bolsonaro nos debates e desdobramentos locais do caso BRB movimentam o cenário político.
Por Redação O Brasiliense
A duas semanas da definição do pleito presencial de 2026, a movimentação nos bastidores de Brasília indica forte ebulição tanto na composição do Congresso Nacional quanto na relação entre os poderes.
Com a formação da nova bancada do Senado que assumirá em fevereiro de 2027, crescem as especulações sobre a pressão política que será exercida sobre os quadros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mira no STF: Dino na linha de frente e alívio para Toffoli
Caso se confirme a vitória do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, aposta-se em uma eventual aposentadoria antecipada do ministro Alexandre de Moraes. No entanto, articuladores do grupo afirmam que apenas a saída de Moraes não arrefecerá a tensão entre o Senado e a Corte. O novo alvo prioritário passa a ser o ministro Flávio Dino, acusado por oposicionistas de ter extrapolado limites na investigação sobre emendas parlamentares.
O plano de setores oposicionistas inclui articular o impeachment de Dino e propor uma emenda constitucional que o inabilite para candidaturas em 2030, impedindo o seu retorno às urnas. Por outro lado, o ministro Dias Toffoli vem sendo preservado pelas hostes bolsonaristas graças à interlocução mantida com a ala conservadora ao longo dos últimos anos.
Pauta trabalhista e articulação no Senado
Em relação à PEC pelo fim da escala 6×1, senadores da oposição avaliam ser improvável reverter o placar favorável ao texto neste momento. A estratégia discutida é evitar a obstrução total para não alimentar a narrativa do governo e, posteriormente, diluir as alterações em uma reformulação trabalhista mais ampla em eventual gestão de Flávio Bolsonaro.
Cenário no DF: Ibaneis Rocha e Celina Leão
No cenário local do Distrito Federal, a duas semanas do pleito, a citação ao ex-governador Ibaneis Rocha nas decisões relativas ao Banco de Brasília (BRB) e ao Banco Master ganha contornos de debate jurídico. A defesa aponta que as deliberações eram respaldadas pela diretoria do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
As menções a Ibaneis, porém, não têm gerado impacto direto no eleitorado do DF nem afetam a candidatura de Celina Leão, que historicamente manteve distância de indicados da gestão passada da instituição financeira.
Estratégia de campanha e aproximação com empresários
Na reta final do segundo turno, os debates na TV são vistos pelo PT de Luiz Inácio Lula da Silva como a principal janela para virada de votos, exigindo do atual presidente um tom equilibrado para evitar confrontos desgastantes. Em paralelo, a campanha petista busca pontes com lideranças conservadoras moderadas, a exemplo do deputado Otoni de Paula (PSD-RJ).
Do lado do PL, Flávio Bolsonaro cumpre agenda em São Paulo no dia 19 de outubro para almoço com lideranças empresariais no Grupo Lide, buscando apresentar e detalhar suas diretrizes econômicas ao mercado financeiro.