Derivado do DNA do sêmen do salmão, o PDRN promete estímulo de colágeno e regeneração celular; Anvisa proíbe o uso injetável do produto em território nacional.
Por O Brasiliense
Uma tendência inusitada na indústria dermatológica internacional vem dividindo opiniões entre especialistas e consumidores. O polidesoxirribonucleotídeo (PDRN) — composto por fragmentos de DNA extraídos do sêmen do salmão — tornou-se o novo ingrediente queridinho de celebridades mundiais, como a atriz Jennifer Aniston e a empresária Kim Kardashian.
Apontado pela consultoria internacional de tendências WGSN como uma das maiores inovações em beleza global, o ativo vem impulsionando a chamada medicina regenerativa, que busca estimular os mecanismos naturais de reparo e restauração do próprio organismo.
Como Funciona o PDRN e Seus Benefícios Prometidos
Popularizado inicialmente por rotinas de beleza asiáticas (K-Beauty), o PDRN atua ativando receptores celulares específicos envolvidos na reparação tecidual.
Segundo a médica especialista em medicina estética Mariana Lorenzoni, do One Instituto, em Brasília, o ingrediente atua diretamente nos processos biológicos da pele:
“Entre os principais efeitos descritos aparecem o estímulo à produção de colágeno, a renovação celular e a melhora da circulação local. Hoje existe um interesse crescente em envelhecer bem, e a medicina regenerativa surge nesse contexto”, explica a médica.
Além da harmonização facial e do rejuvenescimento, o composto é investigado em pesquisas clínicas para a cicatrização de feridas graves, queimaduras e úlceras crônicas devido ao seu potencial anti-inflamatório.
Restrições da Anvisa no Brasil e Cuidados
Apesar da popularidade internacional de tratamentos injetáveis ou por drug delivery (microperfurações com laser ou microagulhamento), no Brasil a aplicação do PDRN possui limitações severas impostas pela legislação sanitária.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza o uso do PDRN exclusivamente em produtos cosméticos de uso tópico (cremes, séruns e espumas). Em nota oficial, o órgão reforçou:
“Existem produtos com PDRN regularizados junto à Anvisa como cosméticos. Contudo, nenhum deles se encontra regularizado para utilização como produto injetável. Cosméticos são produtos de uso externo, não podendo utilizar vias de aplicação que rompam as barreiras naturais da pele.”
Especialistas alertam ainda que, além das restrições regulatórias, as evidências científicas sobre a aplicação injetável em humanos ainda são baseadas em amostras pequenas e necessitam de estudos clínicos de maior escala.
Panorama do Ingrediente Dermatológico
Parâmetro
Detalhes do Ativo (PDRN)
Origem
Fragmentos de DNA extraídos do sêmen do salmão
Promessas Principais
Estímulo ao colágeno, renovação celular e firmeza cutânea
Regulamentação no Brasil (Anvisa)
Permitido apenas para uso tópico; proibido em procedimentos injetáveis
Público e Adeptos
Jennifer Aniston, Kim Kardashian e entusiastas da medicina regenerativa
Rodapé — O Brasiliense
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