Plano de governo de Kiko Caputo estabelece ações integradas de combate à violência contra a mulher no DF

Candidato do Novo propõe investigação especializada, respostas rápidas da rede de apoio e integração das forças de segurança para interromper ciclos de violência.

Por O Brasiliense

O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) pelo Partido Novo, Kiko Caputo, apresentou as diretrizes de seu plano de governo voltadas para o combate à violência contra a mulher e o fortalecimento da rede de proteção a grupos vulneráveis na capital. A proposta prevê a reestruturação dos fluxos de atendimento, a modernização das investigações especializadas e a integração contínua entre órgãos de segurança pública e de assistência social.

A urgência da pauta é reforçada por levantamentos institucionais recentes. Dados do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) indicam que, apenas em 2025, o órgão recebeu mais de 7 mil denúncias e processou mais de 20 mil pedidos de medidas protetivas no contexto de violência doméstica.

Além disso, estudo do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF Codeplan) revelou que somente 32% das mulheres agredidas procuraram a Polícia Civil ou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para registrar ocorrência, enquanto 18,4% relataram desacreditar na eficácia dos serviços públicos.

Prioridades e Compromissos do Plano de Governo

As diretrizes do candidato focam em eliminar a revitimização e acelerar o atendimento de emergência a mulheres em situação de risco de feminicídio, violência doméstica e violência sexual:

“Quem vive sob ameaça não pode esperar que novos episódios de violência ocorram. Nosso compromisso é fortalecer a prevenção, a investigação especializada e a proteção das vítimas de feminicídio, violência doméstica e sexual, além de vítimas de crimes contra crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e outros grupos expostos a maior risco.”

— Kiko Caputo, em seu Plano de Governo.

Integração Institucional e Atendimento Único

Para evitar a sobreposição de processos burocráticos e o desgaste emocional de reiterar relatos de violência em múltiplos órgãos, a proposta do partido Novo estabelece:

  • Integração de Dados: Compartilhamento de informações em tempo real entre delegacias, serviços de acolhimento e órgãos do Judiciário.
  • Mapeamento de Risco Prioritário: Identificação preventiva de casos de alta gravidade antes que ocorra a escalada para o feminicídio.
  • Humanização e Agilidade: Resposta operacional rápida e encaminhamento direto para assistência psicológica, jurídica e abrigo temporário.

“Iremos aprimorar a atuação integrada das instituições de segurança pública na prevenção e no enfrentamento das violências praticadas contra pessoas em situação de maior vulnerabilidade, fortalecendo a investigação especializada, a resposta operacional, a proteção às vítimas e a articulação com a rede pública de atendimento.”

— Kiko Caputo, candidato ao Executivo local.

Rodapé — O Brasiliense