Em sabatina promovida por entidades empresariais do DF, a governadora defendeu que a instituição financeira pública precisa retomar o papel de fomento ao desenvolvimento local e apoio às micro e pequenas empresas.
Por Redação O Brasiliense
Brasília — Durante sabatina realizada no evento Diálogos do Setor Produtivo, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que já planejava substituir Paulo Henrique Costa do comando do Banco de Brasília (BRB). A declaração foi dada em resposta a críticas de empresários locais sobre a falta de linhas de crédito acessíveis para os pequenos empreendedores e a pouca aproximação da instituição com o comércio regional.
Celina enfatizou que, independentemente do escândalo envolvendo a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master pela instituição, a mudança de postura e de comando no banco público já estava decidida para o seu governo.
“O banco tinha que se voltar mais para as questões regionais. Eu disse a ele que iria trocá-lo. De qualquer forma, mesmo que não tivesse ocorrido o problema com o Banco Master, eu iria substituí-lo quando assumisse o governo”, declarou a governadora.
Foco no crédito e na vocação regional
Segundo Celina Leão, a prioridade para o BRB deve ser o fortalecimento da economia local, facilitando o crédito para o funcionalismo público com taxas adequadas e apoiando os empresários locais na geração de emprego e renda no DF.
- Vocação de Fomento: Atuação centrada no apoio às micro e pequenas empresas.Foco Nacional
- Servidor Público: Manutenção de taxas de juros competitivas e sustentáveis para o crédito consignado.
- Economia Local: Reaproximação do banco com o comércio varejista e o setor produtivo do DF.Foco Nacional
Demandas do setor produtivo e peso econômico no DF
A sabatina foi promovida por sete entidades representativas — CDL, FAPE, Fecomércio, Fibra, Sebrae, Fenatac e Faci — e integra uma série de encontros com os candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF). Além do futuro do BRB, o setor produtivo apresentou pautas prioritárias para o desenvolvimento econômico do DF:
- Regularização Fundiária: Titulação e segurança jurídica, principalmente para terras rurais.Foco Nacional
- Mobilidade e Logística: Melhores condições de infraestrutura para o transporte e escoamento de cargas.
- Revitalização Urbana: Projetos focados no Setor Comercial Sul (SCS) integrados à economia criativa.
- Atração de Investimentos: Criação de uma Agência de Investimentos para atração de novas indústrias.
Panorama do Setor Produtivo no DF
| Indicador | Dado do Distrito Federal |
|---|---|
| CNPJs Activos | ~460 mil empresas em operação |
| Participação no PIB Local | 62,6% (Setor Produtivo) / 37,4% (Administração Pública) |
| Arrecadação de Impostos (ICMS/ISS) | R$ 13,1 bilhões |
| Empregos Formais Privados | ~852 mil postos (cerca de 80% do total de vínculos formais) |