Eleições 2026: Dois candidatos ao GDF autofinanciam parte de suas campanhas

Kiko Caputo e Paula Belmonte injetam recursos próprios nas corridas ao Palácio do Buriti enquanto aguardam repasses partidários

O Brasiliense — Dos onze postulantes ao Governo do Distrito Federal (GDF) no pleito de 2026, dois declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o investimento de recursos do próprio bolso para financiar suas atividades de rua e produção de material. Dados das prestações de contas parciais indicam aportes via Pix realizados pelos candidatos Kiko Caputo (Novo) e Paula Belmonte (PSDB).

Até o momento, nenhum dos dois declarou o recebimento de verbas oriundas dos fundos partidários ou eleitorais de suas respectivas legendas.

Valores Declarados e Origem dos Recursos

As declarações prestadas à Justiça Eleitoral detalham as transferências efetuadas pelos concorrentes:

  • Kiko Caputo (Novo): Declarou o aporte total de R$ 110 mil em recursos próprios. As transferências foram divididas em dois momentos: uma fatia de R$ 80 mil enviada em 20 de agosto e outra de R$ 30 mil na última sexta-feira (28/8).
  • Paula Belmonte (PSDB): Injetou R$ 45 mil na própria candidatura, sendo R$ 10 mil no dia 18 de agosto e R$ 35 mil em 21 de agosto. A campanha da tucana também recebeu R$ 200 mil transferidos por seu candidato a vice-governador, o juiz Everardo Ribeiro (PSDB).

Teto de Gastos no Distrito Federal

A legislação eleitoral fixou os limites orçamentários para as campanhas ao Palácio do Buriti no pleito deste ano:

  • Primeiro Turno: Cada chapa ao GDF está autorizada a gastar até R$ 7,1 milhões.
  • Segundo Turno: Caso a disputa pela capital não seja definida na primeira votação, o limite adicional de gastos para os dois finalistas será de R$ 3,5 milhões.
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