O Brasiliense — A composição das famílias brasileiras passa por uma transformação acelerada dentro de casa. Em 2024, a proporção de domicílios unipessoais atingiu 18,6% — número muito próximo de um a cada cinco lares no país.
Em 2012, esse tipo de moradia representava 12,2% do total de residências. Em 12 anos, a participação de pessoas morando sozinhas avançou mais de 50%. Em números absolutos, o contingente saltou de 7,5 milhões de lares para 14,4 milhões de domicílios em 2024, registrando um crescimento de 92%.
Fatores do Envelhecimento e Mudança Social
O avanço dos lares de morador único acompanha transições demográficas e culturais expressivas na sociedade:
- Mudança no perfil familiar: Redução da taxa de natalidade, adiamento do casamento, aumento de separações/divórcios e ampliação da independência financeira de adultos jovens.
- Predomínio na terceira idade: Dados de 2023 indicam que 40,9% das pessoas que viviam sozinhas tinham 60 anos ou mais.
- Diferença de gênero: Entre as mulheres que moravam sozinhas, 55% tinham 60 anos ou mais. Já entre os homens morando sós, predominavam os indivíduos na faixa etária de 30 a 59 anos.
Impactos no Mercado e Consumo
A expansão no número absoluto de domicílios redistribui o consumo e reconfigura diversos setores econômicos:
| Setor Afetado | Principais Mudanças de Demanda |
|---|---|
| Mercado Imobiliário | Crescimento na busca por estúdios, imóveis compactos e bem localizados. |
| Bens de Consumo | Alta na procura por eletrodomésticos de menor porte e móveis multifuncionais. |
| Alimentação & Serviços | Aumento na demanda por porções reduzidas, pratos individuais e conveniência. |
(Fontes dos dados: IBGE, PNAD Contínua, Censo Demográfico e Agência Brasil)