Caputo, um dos principais nomes do debate da Band, ataca a esquerda e Cappelli defende pragmatismo no DF

O Brasiliense — O encerramento do primeiro bloco do debate promovido pela TV Band com os candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF) foi marcado pelo confronto direto entre Kiko Caputo (Novo) e Ricardo Cappelli (PSB). Ao questionar o adversário, Caputo adotou uma linha de ataque focada no histórico de governos de esquerda, enquanto Cappelli defendeu uma abordagem pragmática para a gestão e os serviços públicos locais.

Caputo abriu a rodada resgatando episódios de apuração de irregularidades em instâncias federais e locais para cobrar garantias de integridade:

“A esquerda tem produzido, no plano federal e no plano do Distrito Federal, escândalo atrás de escândalo. No plano federal, mensalão, petrolão, agora o roubo dos velhinhos. Aqui no plano distrital, tivemos o escândalo do Estádio Nacional, no governo do seu partido, tivemos o escândalo do BRB, tivemos também o escândalo na saúde. O que o povo do Distrito Federal pode esperar de um governo de esquerda no que diz respeito à probidade administrativa?”

Respostas e Contrapropostas para os Serviços Públicos

Na resposta, Cappelli rebateu as críticas ideológicas citando a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin em sua legenda e argumentando que as falhas nos serviços públicos afetam os cidadãos independentemente de orientação política:

“O grande problema dessa eleição é que a pessoa que chega no Hospital Regional de Taguatinga […] não quer saber se o médico que vai atender ela é de direita ou é de esquerda: ela quer o médico. O trabalhador que está passando duas horas por dia — e eu sei porque eu andei de ônibus — quer transporte.”

Transparência e Loteamento Político

Na réplica, Kiko Caputo defendeu medidas de austeridade fiscal, corte de cargos comissionados e citou o modelo adotado pelo Partido Novo em Minas Gerais:

  • Reestruturação do BRB: Defendeu a recuperação da instituição financeira sem comprometer os direitos dos servidores públicos.
  • Fim do Loteamento: Prometeu eliminar a distribuição irresponsável de cargos comissionados voltada apenas a acordos eleitorais partidários.
Rodapé — O Brasiliense