Homem de confiança de Valdemar Costa Neto assume a comunicação de Flávio Bolsonaro

O Brasiliense — Discreto, pragmático e com trânsito livre entre a cúpula do Partido Liberal (PL) e a família Bolsonaro, o publicitário Duda Lima assumiu o comando da estratégia de comunicação da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A nomeação marca mais uma guinada no núcleo político do candidato, substituindo os comunicadores Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer.

A mudança ocorre após turbulências recentes na pré-campanha, motivadas por embates internos e desgastes decorrentes das revelações de conversas do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Do berço paulista à vitrine nacional

Duda Lima construiu sua carreira no marketing político atrelado à estrutura do PL em São Paulo, onde se tornou o braço direito de Valdemar Costa Neto. A parceria de mais de duas décadas começou em campanhas municipais no interior paulista — incluindo Mogi das Cruzes, berço político de Valdemar — e se consolidou com passagens por disputas na capital.

Sua trajetória de projeção nacional inclui marcos decisivos no cenário recente:

  • Campanha Presidencial de 2022: Foi o responsável pelo marketing de rádio e TV na tentativa de reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, atuando ao lado do senador Rogério Marinho e de Flávio Bolsonaro, que coordenava a campanha.
  • Prefeitura de São Paulo (2024): Conduziu a vitoriosa campanha de reeleição de Ricardo Nunes (MDB). A disputa ganhou contornos dramáticos no segundo turno, quando Duda virou notícia ao ser agredido fisicamente por um integrante da equipe do adversário Pablo Marçal durante os bastidores de um debate.Assine Abril

O desafio de unir a “ala partidária” e o “bolsonarismo raiz”

Embora tenha sinalizado no início de 2026 que pretendia dar uma pausa nas disputas eleitorais, Duda cedeu ao apelo de Valdemar e de Flávio para pacificar o ambiente de comunicação.

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O principal trunfo do publicitário é a sua capacidade de transitar sem ruídos entre a ala “valdemarista” (focada na gestão partidária e no uso estratégico do fundo eleitoral) e o núcleo familiar bolsonarista — um equilíbrio exigido para estancar quedas nas pesquisas de intenção de voto e reorganizar o discurso rumo ao pleito de outubro.