A Secretaria de Economia do Distrito Federal informou, em nota divulgada na noite da última segunda-feira (29 de junho), que o Governo do Distrito Federal (GDF) já se encontra “está pronto” para assinar o tão aguardado contrato de empréstimo financeiro desenhado para socorrer o Banco de Brasília (BRB). De acordo com o posicionamento oficial da pasta, o desfecho da operação e a assinatura final agora “dependem exclusivamente dos trâmites burocráticos das instituições financeiras envolvidas”, ressaltando que não existe um prazo legal estipulado para essa conclusão.
A engenharia financeira, que foi chancelada e negociada no Supremo Tribunal Federal (STF) com a mediação direta do Ministério da Fazenda e do Banco Central, tem como meta principal permitir que o governo local conclua o processo de capitalização do BRB. A instituição bancária estatal candanga vem sofrendo prejuízos bilionários após a aquisição de carteiras de crédito falsificadas pertencentes ao Banco Master.
A estrutura do acordo bilionário e as garantias exigidas
O desenho da operação de crédito foi formalizado no dia 28 de maio, quando o ministro do STF Luiz Fux homologou o acordo firmado entre o GDF, o BRB e o governo federal. A estrutura do plano de socorro funciona da seguinte forma
O impasse nos detalhes finais do contrato
Apesar de o acordo principal ter sido homologado em maio, os recursos bilionários ainda não foram liberados devido a impasses técnicos e exigências de última hora feitas pelo comitê de credores.
Recentemente, os bancos privados que integram o consórcio de avalistas sinalizaram que apenas a fatia dos fundos constitucionais de participação pertencente ao Distrito Federal não seria robusta o suficiente para cobrir o risco da operação. Diante disso, o bloco privado passou a exigir garantias adicionais e contrapartidas das duas principais instituições bancárias públicas federais envolvidas no processo: a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. É o avanço dessas conversas institucionais que ditará o dia da assinatura do socorro.