Bancas Gandra Martins e Fernanda Hernandez ampliam aliança para focar na transição da Reforma Tributária

Duas das mais tradicionais e respeitadas bancas do cenário jurídico nacional decidiram integrar suas forças de mercado. A paulista Advocacia Gandra Martins e a brasiliense Advocacia Fernanda Hernandez anunciaram oficialmente a ampliação e o fortalecimento de sua histórica aliança institucional. A parceria consolida quatro décadas de cooperação recíproca entre as marcas em demandas de alta complexidade nas esferas cível, tributária e corporativa.

Mesmo com a integração das frentes técnicas, os escritórios mantêm sua total autonomia gerencial, identidade visual e estruturas físicas próprias. A união estratégica visa aproximar geograficamente e tecnicamente as duas pontas essenciais do ecossistema econômico do país: o mercado financeiro e produtivo de São Paulo (SP) e as instâncias decisórias dos Tribunais Superiores e órgãos federais em Brasília (DF).

Dupla via: Planejamento preventivo e o novo contencioso

A cooperação técnica de longo prazo ganha um caráter de urgência mercadológica com os avanços práticos da Reforma Tributária. As bancas atuarão de forma coordenada na assessoria a grandes agentes econômicos que enfrentam os impactos de transição para o novo sistema unificado de tributação sobre o consumo (IBS, CBS e Imposto Seletivo).

A liderança institucional e a condução das operações unificadas ficarão a cargo dos sócios-gestores Rogério Vidal Gandra da Silva Martins e Fernanda Guimarães Hernandez. O projeto contará, adicionalmente, com a consultoria estratégica do professor Ives Gandra da Silva Martins, fundador da banca paulistana e um dos maiores constitucionalistas e tributaristas da história do país.

Segurança jurídica relativa em tempos de mudança

Ao analisar os desafios operacionais que as corporações enfrentarão com a regulamentação das novas leis complementares, o jurista Ives Gandra da Silva Martins prevê um cenário de profundas dúvidas institucionais, que exigirá preparação prévia tanto para evitar o erro quanto para litigar:

“Nunca houve tantos artigos de uma lei complementar para definir uma tributação. Nós vamos ter as interpretações que vão ter que ser levadas a juízo e uma necessidade de dissecar os temas. Vamos procurar dar uma segurança jurídica que será sempre relativa, até termos uma solidificação na jurisprudência, o que não se faz de um ano para o outro. As empresas vão precisar tanto de planejamento quanto de contencioso, porque, mesmo com a vontade de acertar, muitas vão errar”, pontua o Professor Ives Gandra.

Com o novo desenho da parceria, a aliança jurídica passa a cobrir de forma integral todas as etapas do atendimento corporativo nacional, desde a blindagem regulatória preventiva de grandes teses tributárias até a sustentação oral e defesa de mérito nos principais colegiados do Judiciário e do CARF.