Por O Brasiliense
Os jovens adultos e os millennials formam a espinha dorsal da chamada “Nação do Futebol”, o grupo de brasileiros com maior tendência a abrir o bolso e ampliar seus gastos durante o período da Copa do Mundo. A constatação é de um estudo inédito realizado pela Serasa Experian, que mapeou o perfil de 13,5 milhões de consumidores com alta propensão de compra para o período sazonal do mundial.
A análise foi extraída por meio do Insights Hub, plataforma proprietária de inteligência de dados da companhia, que lançou uma nova ferramenta de hipersegmentação voltada para identificar audiências de grande potencial em datas comemorativas. De acordo com o levantamento, a Geração Z adulta (18 a 28 anos) e os Millennials (29 a 43 anos) concentram, juntos, 69,5% da base de consumidores mais engajados financeiramente com o evento.
Mulheres são maioria e lideram propensão de consumo
Uma das grandes surpresas do relatório quebra o velho estereótipo de que o mercado consumidor do futebol é um nicho estritamente masculino. O levantamento da datatech revelou que as mulheres representam 52,7% do público propenso a gastar mais no torneio, enquanto os homens somam 43,4% (com 3,9% de registros indefinidos).
Para os analistas, o dado sinaliza que as marcas devem diversificar suas abordagens de marketing, mirando em ocasiões de consumo plurais como recepções em casa, itens de moda, bem-estar, conveniência e experiências gastronômicas compartilhadas.
“Em uma data como a Copa do Mundo, entender quem é o consumidor pode ser tão importante quanto saber quem acompanha o evento. Quando as marcas conhecem o perfil dessas audiências, conseguem direcionar melhor campanhas, ofertas e canais”, explica Giovana Giroto, CMO e Vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian.
Inteligência de dados para evitar desperdício de mídia
A Serasa Experian enfatiza que a intenção de compra não está necessariamente atrelada ao fanatismo pelo esporte em si. O estudo aponta que muitos torcedores assíduos assistem aos jogos sem alterar sua rotina financeira, enquanto o grupo identificado pelo Insights Hub de fato converte o momento cultural em consumo ativo de bens e serviços.
Com mais da metade da base (53%) registrando renda mensal de até R$ 4 mil, e uma fatia considerável ultrapassando a barreira dos R$ 10 mil, a recomendação da empresa de inteligência analítica é que o varejo adote estratégias híbridas. Há espaço tanto para campanhas de preço, volume e conveniência voltadas à classe média quanto para o lançamento de produtos exclusivos e experiências de valor agregado direcionados aos estratos de maior poder aquisitivo no país.