Celina Leão diz que caso de Paulo Henrique Costa é tema da Justiça e reafirma colaboração do GDF


Após a prisão do ex-presidente do BRB na 4ª fase da Operação Compliance Zero, governadora do Distrito Federalafirmou que a apuração cabe ao Poder Judiciário e disse que o governo seguirá colaborando com as autoridades

A governadora do Distrito FederalCelina Leão (PP), afirmou nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, que os fatos envolvendo o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB)Paulo Henrique Costa, estão sob análise do Poder Judiciário, a quem cabe a apuração e o julgamento do caso. Em nota divulgada pela assessoria, a chefe do Executivo local disse que a atual gestão mantém compromisso com a transparência, a legalidade e o respeito às instituições

Na mesma manifestação, Celina Leão declarou que, desde o primeiro momento, o governo adotou as providências cabíveis e vem atuando com total colaboração junto às autoridades competentes. A governadora acrescentou que o GDF seguirá agindo com “responsabilidade, rigor e absoluta clareza”, com o objetivo de garantir que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos. 

A declaração foi divulgada no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a 4ª fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Paulo Henrique Costa. Segundo a nota oficial da PF, essa etapa da investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, além de crimes financeiros, corrupção e organização criminosa, com cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo

De acordo com reportagens publicadas nesta quinta-feira, Paulo Henrique Costa é investigado por suspeitas relacionadas a operações entre o BRB e o Banco Master. As apurações mencionam a hipótese de que ele tenha favorecido negócios sob suspeita em troca de vantagens indevidas, algo que ainda está sob investigação. A defesa do ex-presidente do BRB afirmou ao Correio Braziliense que a prisão tem natureza processual e não representa, por si só, responsabilização penal definitiva. 

O caso também tem conexão com a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, operação que acabou rejeitada pelo Banco Central em 3 de setembro de 2025. Na época, o veto regulatório interrompeu uma negociação que vinha sendo tratada como estratégica para o banco público do DF e que, desde então, passou a integrar o centro das investigações sobre a relação entre as duas instituições. 

Paulo Henrique Costa havia sido indicado para a presidência do BRB em 2019, durante a gestão de Ibaneis Rocha, de quem Celina Leão era vice. A atual governadora assumiu o comando do GDF em 30 de março de 2026, após a renúncia de Ibaneis para disputar o Senado. Agora, diante do avanço da investigação, Celina tenta marcar distância política do caso e reforçar que o governo está concentrado em colaborar com os órgãos de controle e com a Justiça. 

Com a nova fase da Operação Compliance Zero, o caso volta a pressionar o ambiente político e econômico de Brasília, especialmente por envolver o comando anterior do banco público do Distrito Federal. A partir de agora, o foco se desloca para o andamento do inquérito no STF, para as diligências da Polícia Federal e para os desdobramentos judiciais que podem surgir nos próximos dias.